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Oi!

BEM VINDA(O)!



Por aqui encontrarás algumas idéias e coisas me fizeram muito feliz nesses últimos tempos... e também simbolizaram diferentes momentos da minha vida...

Estás convidada(o) a conhecer a COISA... ler os meus escritos, entender como essa história começou... e saber que tudo por aqui foi feito artesanalmente e com muito amor...

15 de agosto de 2014

Uma longa conversa...




Eu era criança quando aprendi a costurar. Já não sei definir exatamente quantos anos eu tinha, mas a minha memória mais remota gravou a cena em que eu e minhas 3 irmãs brincávamos com botões, tesouras, linhas, retalhos de tecido e...plissês. Sentadas embaixo da mesa da cozinha, abrigadas pelas colchas de cetim que minha mãe  costurava – a mão (trabalhava para uma antiga confecção cidade...”as Pezzi”)

Minha avó, que morava por perto,  também trabalhava com as colchas e tinha uma máquina de costura Minerva  que aguçava a minha curiosidade por longas horas...alimentando a minha vontade de aprender a “pedalar” naquela máquina  ainda antes de aprender a pedalar na bicicleta. 

Assim que pude, inventei  “coisas” para costurar...primeiro à mão, depois à máquina de pedal, depois na nova máquina que minha mãe comprou – investimento da família.  As tardes eram ocupadas com a confecção de roupas de boneca,  depois roupas de menina, depois de adolescente e o ciclo das linhas e tecidos se renovava a cada estação. Muitas alfinetadas, dedos furados, costuras desmanchadas, conquistas costurísticas que me davam aquele orgulho de -“fui eu que fiz”. 

Posteriormente, foram as aulas de costura com quem já tinha uma caminhada que satisfazia essas vontades...e aprendia não só com a técnica, mas gostava da conversa, das entrelinhas, do cheiro dos tecidos, do jeito de cada uma que me ensinou.  Fui passando pelas mãos de tantas, como já escrevi por aqui... as da minha mãe, da minha avó, da vizinha costureira, das outras costureiras do bairro, da amiga que também queria aprender, da tia da fulana que dava cursos...da profe. habilidosa do curso básico do Senai... até chegar nas mãos de tantas profissionais que admiro e tenho o maior respeito, porque dividem com tantas o que tem de melhor.

Mas foi o Patchwok que me fisgou. Engoli as iscas das Histórias alinhavadas e costuradas ponto a ponto,  que revelam pessoas maravilhosas, cheias de paixão, de tempo presente, que compartilham algo que só pode ser dito se for tecido, costurado,  alinhavado, quiltado. E, com acabamento de primeira.

O estudo, o aprofundamento, o tempo nos ajuda a concentrar nas mãos e nas palavras, algo que um click não compra. O valor das conversas incorporadas ao discurso, das mãos,  do olho no olho, dos detalhes, dos sentimentos.
O Patchwork que aprecio e que aprendi  com todas essas pessoas não é o “fastfood”. É alimento preparado com os melhores ingredientes,  acompanhado de vinho da melhor qualidade.  Precisa de tempo. De maturação. E isso, só se adquire com investimento  e com a experiência.

Acho ótimo o mundo conhecer o Universo do Patchwork e Quilt em todas as suas aplicações. Vida longa à todas(os)  aquelas (es) que se beneficiarem dessa linguagem maravilhosa, que une, costura idéias e pessoas do Bem.  E que se querem bem.
Que esse mundo desenfreado nos permita seguir acreditando nisso, apostando nas pessoas, estudando, lendo,  crescendo e....costurando.

A menina que costurava tanto seguiu costurando bastante, mas não tanto quanto gostaria, pois investiu também no conhecimento acadêmico, algo que para alguns parece chatice, mas os livros, as palavras, a vida artística, as pessoas com quem aprendo e ensino são tão apaixonantes quanto os tecidos de florzinha...e pessoas com os olhos brilhando enquanto costuram a si mesmos em cada retalho.

Enfim, escrevi tudo isso! para dizer que, em tempos de maturidade, os frutos caem “NO nosso pé"(kkk) a seu tempo... e eu fico muito feliz em, nesse ano, poder compartilhar um pouco das minhas crenças  e conhecimentos sobre arte, patchwork e quilt no Festival Brasileiro de Quilt e Patchwork de Gramado, evento que me possibilitou tantos momentos de qualificação e aperfeiçoamento logo ali, tão pertinho... sempre trazendo tanta alegria e vontade de seguir costurando.

Ao longo desses anos, estudei bastante sobre tantas coisas...Arte, educação, cultura...costuras muitas coisas descritas nesse blog, outras compondo o meu currículo de professora, pesquisadora, costureira...artista.

Se quiserem ouvir um pouco de tudo isso...e muito mais, comunico à todos que no dia 11 de setembro, participarei da Mesa de Conversa  no 17 Festival Brasileiro de Quilt e Patchwork de Gramado, com as minhas Mestras Queridas (Vanessa, Sandra, Carmem, Hila, Myriam...)  sobre: “A linguagem do Patchwork e Quilt na atualidade: reflexões estéticas, aplicações e usos na Arte, Artesanato e Design.” A intenção da conversa é ampliar as reflexões sobre o uso da Linguagem do Patchwork e Quilt nos diferentes contextos e processos criativos, destacando conceitos e reflexões necessárias para a atualização profissional e qualificação dos processos artísticos e artesanais nos diferentes contextos de sua aplicação.

Para quem se inscrever, nos cursos a palestra é gratuita... acessem o site para saber mais.

Espero vocês no Festival de Gramado!

Um abraço,

Sinara. 

20 de julho de 2014

Conexão:

Conexão: 
"ligação, junção, relação lógica, coerente, contato"(Houaiss).

Já pararam para pensar em quantas vezes nos desconectamos do que realmente nos faz feliz?
Eu, você, eles...ao entrarmos na "roda intensa da viva" muitas vezes nos "desconectamos" de algo importante para nós.
No caso, minha energia "costurística" é sugada freqüentemente para outras partes de mim... uma "vampira trabalhística" que usa o meu sangue em tantos momentos para alimentar as outras tantas Sinaras que habitam essa pessoa. (quem nunca se sentiu dividido? hã? heim? kkk).
Tornou-se uma dificuldade mantermos a conexão em tempo integral e há de se fazer escolhas.
A "Conectividade" mais importante é aquela que liga e religa cada um àquilo que lhe faz feliz.
Então, ando um pouco desconectada do mundo virtual, e deixei - por longos meses - de escrever aqui no blog...[sim, fiquei quietinha por aqui por um tempo né?]  mas, chegou  a hora de retomar o rumo.

Minha vontade ressurgiu ao receber mensagens de amigos me pedindo para seguir...e também de pessoas de outros países (!),  que me leem e que, nesse momento apenas traduzem um pedido que é meu também: :
- Sinara, volta! Volta pro Blog...e escreve...sobre costuras e todas as idéias que passarem pela tua cabeça!

E, vou contar para vocês que o que me desafiou a retomar meu rumo foi o convite para criar a capa para uma das edições da Revista Conexão da Universidade de Caxias do Sul.
Junto com esse pedido, veio as mil e uma possibilidades, a inspiração e... a transpiração. 
Então, eu me reconectei ( até parece que foi simples, mas o processo de criação não é tão fácilzinho assim não!...há de se pensar, planejar, escolher, fundamentar, significar...) e plim!
Apresento-lhes o resultado, compartilhando também a minha emoção e alegria em ver ali, literalmente nas linhas e entre-linhas (e tecidos, botões, pensamentos e devaneios...) a publicação de mais um pedacinho da minha arte: 

Capa: Sinara Maria Boone - Criação em Patchwork e Quilt (arte têxtil)
 realizada a partir da leitura e análise de alguns sentidos que atravessam os artigos desta edição, tais como: informação, cidade, tradição, coletivo, identidade cultural, espaço urbano, conexões.
 ISSN: 2178-2687 - Janeiro/junho 2014.
Link para a edição online da Revista:
http://www.ucs.br/etc/revistas/index.php/conexao/index

Sim! Sinara  está— se sentindo feliz.
Um agradecimento especial para Marlene Branca Solio e Silvana Boone.

Abraço à tod@s/todos e até breve! 

18 de dezembro de 2013

Então é Natal...

É sempre assim, final de ano... correria, Papai Noel nos chamando de uma lado... o Menino Jesus acenando do outro...e Jhon Lennon  nos lembrando na sua linda canção...aquela que diz que o ano termina... mas que a vida seguirá e ´É" para todos... velhos e novos... brancos, pretos, ou: Coloridos...

Nasci em uma família cheia de amor, com seus problemas e gentes doidas (graças a Deus), exatamente dessas que nesses tempos Natalinos enchem os olhos de lágrimas por vários motivos, mas principalmente, por dar-se conta de tantas bênçãos vividas na presença de pessoas que a gente pode contar sempre: contar em todas as horas, contar segredos e vida vivida, contar piadas, contar a tristeza  ou a  felicidade acumulada...

E, quando a família que a gente ama tanto aumenta... tudo se engrandece... o amor é multiplicado, sorrisos espalhados, corações amolecidos.

Se Jesus sempre é lembrado por estar entre nós, por transfigurar-se no amor entre as pessoas, nesse ano Ele chegou  par nós com o nome de Antonio, meu novo sobrinho que nasceu há 1 mês e pouco e já encheu as nossas casas de alegria!


É claro que eu, Tia coruja, que já falei dos meus outros sobrinhos em tantos outros momentos por aqui (amo cada um deles e seus jeitinhos de Ser) , ando babando no guri... e, ele já conheceu as minhas costurices também.  Eu só não tive mais tempo para escrever por aqui antes (2013 foi uma loucura!),  mas os sonhos e as costuras seguiram um passinho de cada vez, inspirada na vida que sempre chega, não importa de qual lado ela vem... Ela sempre vem.


E vida que nasce precisa ser lembrada sempre... cantada aos "quatro cantos" do Mundo (ué...mas e o mundo não é redondo? rsrsrsr)
E, celebrei a chegada do Antonio de muitas maneiras, mas, além de dar colinho para esse neném, eu...costurei...costurei... costurei .. a Esperança, Amor e Luz que iluminarão esta vida que chega...e que enche de vida a nossa!

 E as lembranças desse nascimento serão as melhores possíveis... em todos os sentidos!


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Sabem que, 

Quando eu era criança, cantarolava uma musiquinha que aprendi e que era mais ou menos assim:
Natal é vida que nasce...
Natal é Cristo que vem
Nós somos o seu presépio...e a nossa casa é Belém! 

Feliz Natal pra todas(os)!
De muito amor e um 2014 de saúde, alegrias, prosperidade...e muita VIDA Vivida!!!
Um abraço apertado (e um suspiro dobrado de amor sem fim):
Sinara.

11 de outubro de 2013

Porque... nem todo acúmulo é o cúmulo!

Cheguei ontem no "meu cafofo" para as minhas "meditações" semanais.
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O "cafofo", no caso, é o meu Atelier...
Esse espaço reservadíssimo (ou nem tanto), onde tudo pode acontecer,
desde as mais simplórias distrações (como o caso da Aranha que tece a sua teia embaixo da mesa e que fiquei com pena de exterminá-la)  até as mais "complexas experiências" de costura.
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Mas ao estar ali, sempre há algo a fazer, pensar costurar....e: organizar.
Sim, o mundo das costuras é vasto,  intenso...e bagunçado também!
Passamos boa parte planejando, riscando, cortando, alfinetando, costurando...e todos os andos possíveis, inclusive, acumulando retalhos, tirinhas, fiozinhos...botões.

Resumindo a história: o que era para ser uma tarde de costuras, acabou por se tornar uma tarde de arrumações.
E também de reencontro...
Com quase todos os retalhinhos guardados, esses que vamos colocando em um saco para o momento "saco cheio" rsrsrsrsrs.

Terei que passar todos eles (todinhos!)  e praticar a mágica da "Transformação dos Quadrados Escondidos" (um bom título para um livro - quem sabe...).
Sim!.
Cortarei Tudo (tudinho) em quadrados...de todos os tamanhos... que se transformarão em uma colcha!
(oh...que novidade! ...)
Sim.
Retomo o meu projeto "Colcha de retalhos - parte 2 - a Missão"...rsrsrsr...
Enquanto issos, segue a imagem de um dos sacos (cheios):


E, a de uma parte já "enquadrada", que marca o início da trabalheira ( infinita) - que transformará a minha cama no meu "Museu de Tecidos Costurados".


 Vai longe "a coisa"...mas...de que vale a Vida costurística sem alguns desafios né?

Abraços gentes!
Inté a próxima ins-piração.

Si.


2 de outubro de 2013

Moinho

Ando a costurar o tempo [mesmo sem tempo].
Esse que insiste em se dividir em horas,
minutos
segundos.
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Tempo costurado precisa ser tempo vivido.
Sentido.
Sonhado. Respirado...
Alfinetado, alinhavado, costurado - Na Hora ( ou não?).
- - - - - - - pensamento.
- - - - - - - - - - - - silêncio.
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - -suspiro.
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Tempo de remendar os dias rasgados, puídos, desgastados...atritados,   esses que surgem para lapidar as nossas arestas e cantos pontiagudos , imperfeitos. Essas crises (do latim crisis = "momento de decisão, de mudança súbita" - Houaiss) que movimente "a Roda", o Moinho da vida com suas águas turbulentas, e vivas.
- - - - - - - - - -
Os atritos que a vida impõe cansam.
Desgastam. Trincam. Recortam a gente (em quadrados e triângulos ou pedaços disformes) e lá vem a trabalheira abelhal infinita.
Qual?
A de "costurar" tudo de novo [quase que diariamente] nesse eterno Patchwork chamado: Vida*.

*Que sempre fica tão lindo...mesmo com aquela pitada de tristeza...de inquietude, de silêncio.. 

[e não é que nesta semana, em um "desvio da turbulência diária" eu encontrei um moinho pelo caminho? ...onde? Nos Caminhos de Pedra - próximo a Bento Gonçalves... prova de que mesmo diante "das pedras do caminho"  podemos encontrar a belezura da vida!]

16 de setembro de 2013

São Tantas Emoções...

Sim! 
Do que estou falando? Do Festival de Gramado, é claro. Evento mais do que especial, sempre vivido intensamente em dias especiais em que me dou o direito de ir lá só para costurar e: Me emocionar. 
Rever amizades antigas (matar a saudade de muitas)... fazer novas, aprender Sempre.  
Há anos participo, e é sempre um evento muito legal: 
Dia de colecionar abraços, trocar idéias durante e entre o intervalo dos cursos e das comprinhas básicas... Dias para apreciar a Exposição dos Quilts, Rir e sorrir, renovar conhecimentos, encher os olhos (e a alma) de idéias e energias boas. 
Nesse ano, escolhi a letra da música do Roberto (o Carlos), já cantada por tantos... palavras que traduzem a poesia desses momentos vividos por mim no 16 Festival de Quilt e Patchwork em Gramado. "Som na caixa":
Quando eu estou aqui...Eu vivo esse momento lindo:
(créditos foto: Quilt Brasil Eventos)
Olhando pra você(s), E as mesmas emoções, Sentindo...
São tantas já vividas, São momentos Que eu não me esqueci
Detalhes de uma vida, Histórias que eu contei aqui...  (e aqui...e aqui...e aqui..e aqui...tem mais uns outros ali, mas me perdi no blog...rsrsrs)
Na foto, as mãos de quem me Ensinou neste ano: Cecilia Koppmann [Picos da montanha], Sandra Regina Peteresen Callegari[Desmistificando o log cabin], Deolinda Moraes[Redwork faça fácil] e Lu Gastal[Patchencontro]
Amigos eu ganhei, Saudades eu senti partindo
    (créditos da foto: Lu Gastal) ... em: momento "Operação: Criação Tilda "
E às vezes eu deixei, Você me ver chorar sorrindo...

 A "foto da foto"...créditos: Lu Gastal... Em momento  - tira um foto para eu nunca mais esquecer desse dia? (e da Tilda linda que eu aprendi a fazer!)

Sei tudo que o amor, É capaz de me dar
Eu sei já sofri,, Mas não deixo de amar [...Na fé que me faz, Otimista demais]
Se chorei o se sorri...o importante é que emoções eu vivi!!!!
O Festival 2013 acabou... mas em 2014 tem mais! 
Bjos no coração de quem vi por lá, abracei, olhei nos olhos em momento compartilhado (ao vivo e a cores) entre as linhas, agulhas e, alfinetes de bolinha. 

Gostou da minha "cantoria"?
É a vida...são muuuitas emoções...rsrsrsr

bjs proceis também.

Sinara. 

3 de agosto de 2013

Visita da Dona Saudade.

Dona Saudade me acordou hoje bem cedo...
Ela me olhou nos olhos e disse:
DS - Oi, que Saudades de ti!
Confesso que demorei para processar esse sentimento, que num primeiro momento (e num segundo e terceiro também), me pareceu narcisista demais (e,  eu sei que é...mas...e daí? risos... ).
Mas então, olhei para "todas aquelas que estavam ali no espelho" e pedi:
Si - Quem aí  nunca teve saudades de uma parte sua que ficou distante por um tempo?
Todos ficaram pensativos... (e vocês não ficariam?)
- - - - - - - - 
Tantas vezes a vida nos distancia de nós mesmos... acordamos, damos um "Oi" para todos os nossos "eus" e seguimos a vida e seus mil afazeres, onde cada dia revezamos tantas partes de nós é que tomam a frente das ações do dia. Mas sempre tem aquela parte que ficou distante. Que não teve mais a oportunidade do encontro... porque a vida é assim mesmo. 
E,  então, um dia acordamos - num sábado de manhã nebuloso e frio - e lá vem a pergunta:
Sis - Escuta heim, por onde será que anda aquela  lá?
Coisa de conversa - de louco rsrsrsr - ou simplesmente um diálogo entre mente e coração....essa dupla que dificilmente nos mente.
- - - - - - 
Si - Então, Dra. Saudade, o que é que eu faço?
DS - Bem...em caso de "Saudade aguda do seu Eu costurístico" só há um remédio: preparar o café...as linhas, os tecidos, as idéias e... matar a saudade! (mmm...ou seria, Viver a Saudade?...) 
- - - - - - - -
Si - Obrigada Dona Saudade, por me visitar. A sua presença possibilita que meu pensamento permaneça livre (e sem culpa) onde todos possam ir e voltar sempre que quiserem e puderem.
A propósito..., preciso me despedir... há alguém me esperando para costurar: o meu outro amigo" MC"... Momento Costurístico, aquele que reveza nas minhas idéias as músicas compostas pelas linhas, tecidos, agulhas e, alfinetes de bolinha. Também conhecido como MP - Momento Presente. Tchau... até breve!
- - - - - -- - - - - - -- - - - 
Saudades de vocês que circulam (ou circulavam) pelo Blog também...
Pra vocês, um abração e,  as flores do meu sábado: 
Ps. Com direito a uma "intervenção gatal" rsrsrsrsrs



9 de junho de 2013

Cá com os meus botões...

Vejam que imagem linda a "Mulher Botão"...
Sim, é óbevio que eu me vi neste Ser... foi identificação imediata. 
Se a encontrasse na rua diria que é a minha alma gêmea (risos)


The Button Lady at Ripley's Believe it or Not Museum in Copenhagen 
(a imagem estava publicada no Face  Stitchin N Bitchin):

Eu escreveria uma tese sobre essa obra... os botões da minha mente "pipocam" felizes. 
- - - - - - - - - - 
Viva a Vida e sua poética encontrada ao acaso. 

Abraços,
Si.  


21 de maio de 2013

O Sol sempre llumina.

A Luz do Sol ilumina as minhas mãos diante do teclado Azul de meu computador.
Este que "computa a dor" de - digitar, digitar, digitar... relatar,
e Não-costurar.
Penso nas minhas amigas, As Escolhas, essas que nos ensinam tanto (primas das Escolas), mas que em alguns momentos, parecem ficar tão orgulhosas e arrogantes em si mesmas que resolvem preencher TODOS os nossos espaços.

Elas - As Escolhas - correm na nossa frente apressadas, elas têm uma ânsia de Viver...
Saem gritando: - Sim, posso.   - Sim, eu vou.  - Sim...Sim..Sim. (Acho que pensaram um dia que dominariam o mundo...elas e o Cérebro, aquele do desenho animado ...).

Já ouvi dizerem uns NÃO de vez em quando, mas depois ficam ali, pensativas, recebendo a visita das Culpas.
Essas Culpas julgadoras e fofoqueiras  que aparecem apenas para dizer: - Viu, viu... nós te avisamos.  Viu...viu... - Viu só... tu aqui e a tua máquina de costura lá... tu aqui...e tuas idéias na gaveta...

E começa esse tal de Tu...tu...tu...tu...tu... : Sinal de ocupado - na minha Linha.
Eu preciso Des-Ocupar... Abrir espaço.
 "Discar".
Quero a minha linha mais livre...analógica - e se possível colocá-la na agulha e sair costurando de novo. !!!

Pela "décima milésima vez", dou-me conta de que as Escolhas sempre são Amigas e Bem vindas... mas ainda precisamos aprender a "fechar a porta" na cara das Culpas...  há momentos em que elas conseguem ser inconvenientes. Principalmente quando necessitamos criar... sem julgamentos, sem cobranças, sem a presença de culpa nenhuma.

Nossa imaginação é uma festa...(a minha pelo menos é, mas também "me salva" de vez em quando) como neste momento.

Toc...Toc...toc...

S - Quem Bate? 
TC - Sou eu, teu  Grande Amigo Tempo Costurístico! - - - - - - - - 
S - Vem cá e me dá um abraço!  Que saudades... entre, fique. Temos muito o que conversar. 
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 
Ps. a imagem eu vi no face do Stitchin N Bitchin

13 de março de 2013

Correnteza.

Não há tempo para muitas palavras...
E meus pensamentos invadem o espaço dos meus suspiros.
Minha linha tem vida própria. (ou  seria minha vida tem linha própria?)
Os tecidos que me compõem rasgam, desfiam no uso e des-uso cotidiano.
E, assim, de repente, se fortalecem recompondo os sonhos enfraquecidos.

Enquanto penso, repenso, desmancho e recomeço.
Ouço a voz do Destino (seria Deus?...), Esse que sempre assopra em meus ouvidos idéias que mantém a minha chama acesa...

Descobri a imagem em um click curioso de um domingo dividido em descanso, vida em família,  trabalho, amizade compartilhada... impossível não apresentá-la aqui:


A autoria da imagem... ainda descobrirei em detalhes... mas como já diria Mario Quintana, pra que nomes se era azul e voava? 

Sigo na correria insana da vida e seus deveres e afazeres... que mesmo na correnteza mais forte, não me impedem de sonhar.

Sinara.

ps. Não sei mais pra quem escrevo...será que alguém ainda me Lê? 
Quem sabe o silêncio por aqui seja sinal de que é hora de guardar as palavras - e os pensamentos - a sete chaves. Quem sabe... (alguns recados poderão ser interpretados como um sinal...para o atual Drama... Continuar com o blog, ou não: eis a questão!). 

4 de janeiro de 2013

Borboleteando no verão.

      Pensei em escrever sobre as costuras, sobre o saco de pequenos retalhos que acumulei nesses anos [e que me é Impossível pensar em descartá-los!], então, me resta "destrinchar o montante": separar, passar, recortar e ir planejando futuros projetos...
      Mas ao estar aqui entre os tecidos, meus pensamentos voaram até aquelas Borboletas que anunciaram 2013,  quando sentada na rede e com ventinho no rosto (sim, porque merecemos fériasss) deparei-me com um borboletear  que há tempos não presenciava - - - - - - -  
 - - - -- - - - - feito criança feliz e curiosa  fui lentamente me emaranhar em meio as flores e registrar esse momento único, que foi tão comum na minha infância: correr atrás de borboletas (e observá-las, analisá-las... colocar meus pensamentos para voar nas suas asas). 


No momento seguinte, apareceram outras, pretas com matizes do mesmo rosa das flores... composições da Mãe Natureza...

      E segui a semana esperando o encontro diário com estas Borboletas...que me fizeram meditar sobre a necessidade desses períodos de descanso,  onde nos desapegamos de tudo para viver o momento PRESENTE. 
      Estamos todas(os) nessa eterna transformação, imersos em nossos períodos de Lagarta, Casulo, Borboletas de Delicadas Asas...
- - - - - - - - -
Ali perto, também encontrei a borboleta "Bruxa" (eu pelo menos aprendi que essa era a classificação dessa espécie - rsrsrsr) que, ali, paradinha, camuflada, muito sábia na sua quietude,  ofereceu-me seus motivos para compreender e aceitar também os dias cinzentos e nublados da vida...  


      Ainda deu tempo de flagrar esta pequenina... se debatendo entre vidros da porta, mas que foi salva a tempo para o seu Vôo de Verão.


Pois é...pois é... tão bom borboletear um pouco... 
-  - - - - - - - - -
Então:
Desejo que o seu 2013 seja de muita Vida, Amor, Saúde, Prosperidade, Realizações.
Que tenhamos tempo para tudo aquilo que nos faz feliz. 
E que as borboletas da Vida tenham espaço garantido nos nossos jardins... 
... porque "borboletear, é preciso". 
Um abração pra vocês!!!!!
Si.



6 de dezembro de 2012

Recuperando o Fôlego.

Na mente (essa que às vezes nos mente) encontro tantos planos, tantas idéias, tantas cobranças.
No coração (esse que sempre nos conecta com as nossas verdades), tantos sentimentos, esperanças, suspirações...
- - - - - -
Sim.
aprendemos que a vida é feita de tantas partes...
Um dia somos Dois. No outro, somos Um, amanhã seremos Vaaários.
Assumimos formatos diversos: "quadradinhos,  triângulos, tirinhas, ou tecidos bem amplos"...
Aceitamos nosso emaranhado, de fios bem vivos:









E o recomeço das costuras da vida é necessário, pois, do contrário, enlouquecemos ( eu, por exemplo, intercalo meu tempo entre loucura e lucidez...e aprendi que talvez seja isso que mantenha a minha chama acesa...):
Integrar,  recompor o destino.
- - - - - -
Olhar ali adiante e ver o ir vir das "ondas"...
Oceano vivo de nós mesmos.
- - - - - -
Tchibum!
"Mergulhei"...
Nadarei de novo por um bom tempo até encontrar a minha onda.
Aquela que se ergue a partir do meu movimento...
Que nunca chega aos pingos, pedaços, retalhos,
Essa que vou vivendo  - Inteira.

8 de novembro de 2012

Fiando uma bela teia...


Então, eis que ando a pesquisar, ler, estudar processos têxteis, históricos e costurísticos... 
Suspiro a cada livro que encontro, e tem se tornado um dos meus passatempos preferidos o bisbilhotar a história, origens, artistas, evolução desses processos. 
Tudo isso me me torna ainda mais apaixonada pelas costuras e fundamenta de certa maneira a minha pesquisa seja de ordem teórica ou prática. 

Há o espaço das costuras, que se emaranham com as leituras, encontros, palavras, surpresas da Vida. 
- - - - - 
Aliás, deixo a dica do conto A Infinita Fiadeira, de um dos meus autores preferidos, o Mia Couto É lindo, lindo...como tudo o que ele escreve.
Esse é um texto que copio aqui... tentarei conversar pessoalmente com Mia Couto na Feira do Livro em Porto Alegre no próximo domingo (olha a minha petulância!... mas e daí? Eu vou, rsrsrsrs.). 
Leiam também essa lindeza:

A infinita fiadeira
 (A aranha ateia
diz ao aranho na teia:
o nosso amor
está por um fio!)
A aranha, aquela aranha, era tão única: não parava de fazer teias! Fazia-as de todos os tamanhos e formas. Havia, contudo, um senão: ela fazia-as, mas não lhes dava utilidade. O bicho repaginava o mundo. Contudo, sempre inacabava as suas obras. Ao fio e ao cabo, ela já amealhava uma porção de teias que só ganhavam senso no rebrilho das manhãs.
E dia e noite: dos seus palpos primavam obras, com belezas de cacimbo gotejando, rendas e rendilhados. Tudo sem fim nem finalidade. Todo o bom aracnídeo sabe que a teia cumpre as fatais funções: lençol de núpcias, armadilha de caçador. Todos sabem, menos a nossa aranhinha, em suas distraiçoeiras funções.
Para a mãe-aranha aquilo não passava de mau senso. Para quê tanto labor se depois não se dava a indevida aplicação? Mas a jovem aranhiça não fazia ouvidos. E alfaiatava, alfinetava, cegava os nós. Tecia e retecia o fio, entrelaçava e reentrelaçava mais e mais teia. Sem nunca fazer morada em nenhuma. Recusava a utilitária vocação da sua espécie.
- Não faço teias por instinto.
- Então, faz porquê?
- Faço por arte.
Benzia-se a mãe, rezava o pai. Mas nem com preces. A filha saiu pelo mundo em ofício de infinita teceloa. E em cantos e recantos deixava a sua marca, o engenho da sua seda. Os pais, após concertação, a mandaram chamar. A mãe:
- Minha filha, quando é que assentas as patas na parede?
E o pai:
- Já eu me vejo em palpos de mim...
Em choro múltiplo, a mãe limpou as lágrimas dos muitos olhos enquanto disse:
- Estamos recebendo queixas do aranhal.
- O que é que dizem, mãe?
- Dizem que isso só pode ser doença apanhada de outras criaturas.
Até que se decidiram: a jovem aranha tinha que ser reconduzida aos seus mandos genéticos. Aquele devaneio seria causado por falta de namorado. A moça seria até virgem, não tendo nunca digerido um machito. E organizaram um amoroso encontro.
- Vai ver que custa menos que engolir mosca - disse a mãe.
E aconteceu. Contudo, ao invés de devorar o singelo namorador, a aranha namorou e ficou enamorada. Os dois deram-se os apêndices e dançaram ao som de uma brisa que fazia vibrar a teia. Ou seria a teia que fabricava a brisa?
A aranhiça levou o namorado a visitar a sua colecção de teias, ele que escolhesse uma, ficaria prova de seu amor.
A família desiludida consultou o Deus dos bichos, para reclamar da fabricação daquele espécime.
Uma aranha assim, com mania de gente? Na sua alta teia, o Deus dos bichos quis saber o que poderia fazer. Pediram que ela transitasse para humana. E assim sucedeu: num golpe divino, a aranha foi convertida em pessoa. Quando ela, já transfigurada, se apresentou no mundo dos humanos logo lhe exigiram a imediata identificação. Quem era, o que fazia?
- Faço arte.
- Arte?
E os humanos se entreolharam, intrigados. Desconheciam o que fosse arte. Em que consistia? Até que um, mais-velho, se lembrou. Que houvera um tempo, em tempos de que já se perdera memória, em que alguns se ocupavam de tais improdutivos afazeres. Felizmente, isso tinha acabado, e os poucos que teimavam em criar esses pouco rentáveis produtos - chamados de obras de arte - tinham sido geneticamente transmutados em bichos. Não se lembrava bem em que bichos. Aranhas, ao que parece.

COUTO, Mia.  O Fio das Missangas. São Paulo: Companhia das letra, 2009. Pg. 73-75.


gostaram?
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voltando...

Sigo costurando esses detalhes da vida com capricho e cuidado, da minha própria maneira...


A imagem acima eu vi Aqui....  
Que sirva de inspiração para todas nós neste final de semestre... com direito a um pouquinho mais de tempo para as costuras (nem que, para isso, seja necessário marcar na agenda)!

Si.

23 de outubro de 2012

Nossa! Já são 11 Horassss!!!!!


Tempo emaranhado,
entrelaçado, seria... enrolado? 

Se está, talvez tenha sido eu mesma quem deixou assim... inozado! 
Mas, 
pensando bem, nunca desejei uma vida de linha reta,
sem curvas, sem nós, sem fios, cor, entrelaçamentos (sem graça). 
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Tic...tac...tic...tac...tic...tac...
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tum.tum...TUM TUM ..tum..tum...

O que bate no centro do meu emaranhado de  fios não é um relógio... é um coração bem vivo, pulsante, REAL e está bem longe de ficar parado (graças a Deus!). 
Então... me dou conta de que esse coração também é emaranhado de vida, corpo, veias...vias sanguíneas que, apesar da aparência enrolada....estão no mais viçoso fluxo ... "bombando" vida!

Meus pensamentos me fizeram desistir de descomplicar esse dia...
Que ele siga no seu tempo, 
na sua turbulência ou leveza, com seus fios coloridos e emaranhados... 
esses mesmo que compõem essa minha terça de muitas veias, opa, vias. 




A obra acima é um registro do meu olhar de uma obra da artista Sheila Hicks, trabalho lindo que tive a oportunidade de conhecer na Bienal de Arte São Paulo desse ano, que aliás, está beem legal para quem gosta de pensar sobre Arte, sobre fios, tessituras, bordados, costuras...poéticas da vida vivida. 
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Boa semana proceis! 
Sinara. 

10 de outubro de 2012

Criança Feliz...

Felicidade tem nome.
Muitos nomes.
Infinitos nomes.

E eu já escrevi um Dicionário inteiro de palavras/expressões que para mim Significam - Felicidade:
Amor, Olho brilhando, Sorriso, Sinceridade,
Beijo, Abraço, Chuva de verão...
Costuras, Arte, Pedra de Rio.
Encontro, Saúde, Curiosidade.
Vento no rosto, Lua cheia...Meio do Mato...
Oceano.
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Infância.

À essa menina, criança feliz que mantenho bem viva em mim,
Essa que aprendeu a regar a vida (com seu Regador Amarelo)
Essa que ainda sonha, brinca, chora, ri...se diverte,


Essa que se encontra em cada gesto, cada palavra, cada momento vivido
[essa aí da foto... eu mesma na beira da praia aos plenos 3 anos de idade...].

É essa a criança que ainda reconhece aquela que também mora em ti,
Que te abana, pisca, brinca, provoca... e se permite ser Feliz a qualquer tempo.
Essa que , nessa semana de 12 de outubro te deseja: - Seja sempre uma Feliz Criança!
e te convida para brincar sempre!

ps. 1...2..3... Quem quer brincar de relembrar a infãncia "põe o dedo" Aqui!              aqui!!!
E aqui!!!   - - - - - - e aqui! - - -- - - - - - - e Lá! ......ou Aqui.

Um abraço pra vocês!!!
Sinara.

1 de outubro de 2012

Reciclando pensamentos.

Reciclar deixou de ser palavra da Moda, agora é compromisso mesmo, responsabilidade que nossos avós já tinham e que passou despercebida por muitos durante algum tempo.

Sou adepta ao reaproveitamento das coisas e desde pequena.
Cresci vendo minha mãe costurando nossas roupas, que de tempos em tempos passavam por reformas, transformações - ou remendos e serviam às próximas gerações (ou enquanto durassem - os tecidos).

Aprendi que reciclar não era somente economizar recursos materiais, mas era a ampliação da Vida Útil de algo que gostávamos, usávamos e usufruíamos, reunindo também tantos valores passados de uma geração outra.

Percebi com o tempo que gestos de preservação chegam acompanhados de esperança, de vontade que a vida se renove no melhor que cada um pode Ser (preservando, reutilizando, reciclando, resolvendo).
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Ao me deparar esses dias com minhas sacolas de pequenos retalhos de tecidos que se multiplicam a cada trabalho finalizado, me senti motivada em aprender novas possibilidades de reaproveitamento (em patchwork, é claro!)...
Quando li o título  do Curso: O Luxo do meu Lixo, no 15 Festival de Gramado (!!!), sabia que teria que fazê-lo.
E fui.

Os tecidos dos trabalhos realizados no curso foram oferecidos pela profe. Deo(linda!), que se "desapegou" do seu saco de Riqueza pessoal e compartilhou conosco muuuitos retalhos. Achei o gesto muito bonito e isso me fez ter ainda mais prazer em costurar aqueles retalhinhos que são partes de sua memória e que para mim se tornaram símbolo desse dia especial de muitas aprendizagens.


É muito bom quando aprendemos além das técnicas... aprendemos no olhar do outro, com os sorrisos, com a generosidade alheia, com os erros, com a ansiedade em não perder nenhum mínimo detalhe.

O curso foi ótimo, o Festival também e mais uma vez aprendi novas técnicas e possibilidades do patchwork, reencontrei gentes de coração aberto e que gosto muito, abracei, sorri, suspirei...  voltei feliz e inspirada a criar a partir do meu saco de Luxo: os retalhos dos tantos tecidos que já costurei vida afora e que insisto em guardar para ressignificar...amanhã, depois, quando tiver um tempo, quando chegar o momento certo, quem sabe HOJE (pior é que hoje não vai dar... meus deveres acadêmicos me chamam, snif, snif).
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Quando vou ao Festival, me dou o capricho de observar, ouvir,  perceber o que está também "nas entrelinhas" de cada trabalho e pessoa que conheço.
Há encontros riquíssimos, mas dá pena ver que alguns insistem nas  "costuras imediatas", deixando a criação para dar lugar à copiação. 
Muitas pessoas tem uma pressa, uma inquietação, uma ânsia que as afasta de um sentido muito bonito do Patchwork, dessa Arte que comunica pela integração das idéias, tecidos, costuras e que tem uma longa história a ser conhecida e preservada.
Sigamos no curso do Rio da nossa vida, que é única e que ninguém copia (pois quem quer copiar a vida alheia, deixa de viver a sua própria, não é mesmo?)

Um abraço!
Sinara.

3 de setembro de 2012

Insight.

Sentada na sala, em uma tarde de "meditações artísticas e costurísticas", olhei para um trabalho meu pendurado na parede - uma gravura em metal, realizada há algum tempo - e pensei: - por que não utilizá-lo como inspiração para outro momento prazeroso (agora não mais da técnica da gravura em metal) mas um momento de descoberta e criação de uma nova proposta, que inicia-se também com a idéia de gravar, marcar, imprimir o jeito da gente nas coisas que fazemos por aí?
Linhas, formas recortadas, tecidos... preto, branco, cinza...alguma cor... talvez.
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Lá fui eu costurar ideías: desenhar, ampliar o desenho, organizar, numerar os moldes, planejar as cores,  procurar a minha mala de tecidos especiais e Plim!
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Em Janeiro desse ano, em uma viagem de férias comprei alguns tecidos que ficaram ali na minha malinha... só aguardando esse dia chegar. Quando "coloquei o olho" neles eu já sabia que os usaria para um trabalho especial, de linhas mais artísticas, pois eram texturas diferenciadas, que me transportavam para a pesquisa visual mesmo.
E então...resolvo dar ouvidos e voz a "artista" que mora em mim...
É hora de Criar.
Usar as técnicas aprendidas com tanto empenho e dedicação ao longo desses anos, afinal, foram muitos cursos especiais realizados e, agradeço profundamente as contribuições de cada uma das minhas Mestras e seus olhares brilhantes: Eliana, Carminha, Myriam, Vanessa, Hila, Cecilia, Sávia, Fernanda... e a lista vai aumentando a cada ano (o Festival de Gramado já está quase chegando...ô felicidade!).

É hora de deixar "a Coisa em Si" fluir...
Por que não? - - -    Por que sim?
Porque simplesmente é necessário.
E porque eu preciso.


Hora de concentrar... dar um tempo por aqui, e aproveitar os minutos de folga para fazer render as minhas idéias, projetos, planos e sonhos.

Não se preocupem se eu sumir... estarei em "meditação costurística profunda", levitando sob os olhares da minha gata Anita que não me deixa esquecer que, entre as costuras da vida, é preciso  deitar e rolar em cima do trabalho do jeito que ele está e simplesmente...curtir o processo...
porque Viver... É.
bjs pra vocês.
Sinara.

26 de agosto de 2012

"O que a gente leva da vida...

É a VIDA que a gente leva". 

Já não lembro mais quem disse essa frase pela primeira vez "o que a gente leva da vida é a vida que a gente leva", mas ela me inspira a guardar nas minhas memórias um espaço especial para os olhares, os sons, os gestos, os aromas, as impressões, os sentimentos, os sorrisos, os abraços, as aprendizagens, o amor que cultivamos,  compartilhamos, Vivemos.  

O resto... "É tudo vaidade e vento, que passa". 
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Já escrevi no blog várias coisas que carregarei comigo pela vida afora, mas compartilho com vocês nesse final de domingo,  algumas memórias herdadas dos meus avós e que estiveram presentes nesse dia:

Os Waffers caseiros, feitos especialmente por mim agora ha pouco no aparato tecnológico ultra moderno que ganhei da minha avó (ela tinha um onde fazia os "vafel" e um dia chegou com uma sacola em que tinha comprado um igual ao dela para cada neta) o pratinho florido já foi dela... lugar especial para repousar meu coração neste domingo chuvoso.:




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E as Orquídeas da estação...Herança viva plantada pelas mãos do meu avô que me enchem de alegria  nessa época:


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Escrever sobre esses detalhes da vida reavivam as boas lembranças e nos desperta a viver cada vez mais e melhor.  
Boa semana de muita Vida para todos nós!

Um abraço,
Sinara




19 de agosto de 2012

Um respiro de Delicadeza.

Domingo é dia de descanso...de alívio, respiro.

Não que os outros dias não sejam, mas os domingos carregam uma certa liberdade e descompromisso que não temos nos outros dias...
Nesse dia, os nossos compromissos são com os bons sentimentos, com a liberdade de não fazer nada, com programas familiares, e sem a pré ocupação das atividades cotidianas.

E foi em um domingo desses que tive tempo de conferir a dica desse filme lindo, de uma amiga especial que também está sempre Curiosa para as belezas do mundo...

Eis a belezura que ela me apresentou:


Les Trois Inventeurs (1980) de Michel Ocelot

Para ver e rever... e reinventar as possibilidade de apenas, sonhar.

boa semana pra vocês,
Si.

15 de agosto de 2012

Canto de Baleia.

Sempre gostei de baleias.
Uma vez, chorei na beira da praia ao ver a cauda de uma bem grande batendo na água...e jamais esqueci da cena... nem do sentimento que  tomou conta de mim. O de uma beleza infinita.
O da presença do Deus da Vida.
Ali...bem ali.
Grande, do tamanho de uma Baleiona.
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E hoje, ao retomar algumas costuras, meu amado sobrinho ( que sempre me rodeia quando estou rodeada de tecidos, botões, linhas e fiapos)  se distraía e me indagava com suas mil perguntas sobre essa minha vontade de costurar... dos porquês tantos tecidos...tanta bagunça... tanta coisa legal ali:
 tesouras, fantasias, brinquedos, máquinas de costura.

Eu disse: - Esse é o meu lugar de mágica, sabia? Aqui eu transformo tudo!
Ele me olhou e disse: - Sério?
















E então...lá fui eu me aventurar por um tempo mostrando as minhas "mágicas costurísticas", e deixando ele brincar com o cortador (que parece de pizza) e registrando um momento de descoberta de outras possibilidades.













De repente, a sua experiência começou a ficar interessante... do tecido xadrez, cortado arredondado... surgiu uma baleia!!!

Corri colocar um botãozinho no "olho da baleia" e ali nascia uma nova história... as "algas" cortadas com um novo objeto... o saco de retalhos sendo revirado, em busca do "melhor tecido"...


É isso.
A vida sempre pode ser interessante.
Basta que queiramos que seja. Que estejamos abertos para a brincadeira.
Que saibamos deixar tudo de lado e aproveitar um momento único... e que passa.

E a Baleia Azul?
Nadou longe... mergulhou na Mochila e no mar dos seus olhos brilhando... e iluminou ainda mais esse dia de sol.
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