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Oi!

BEM VINDA(O)!



Por aqui encontrarás algumas idéias e coisas me fizeram muito feliz nesses últimos tempos... e também simbolizaram diferentes momentos da minha vida...

Estás convidada(o) a conhecer a COISA... ler os meus escritos, entender como essa história começou... e saber que tudo por aqui foi feito artesanalmente e com muito amor...

18 de março de 2010

A Árvore da Vida...


Sempre fui apaixonada por essa imagem...
“A Árvore da Vida”, de Gustav Klimt... a árvore do conhecimento, símbolo da Idade de Ouro que, todavia, coloca em questão o pássaro negro, símbolo da morte. Segundo Klimt e Freud é aí que reside o desenrolar normal do ciclo da vida” (NERET, Gilles. Klimt. Taschen. pg.58)

A idade de ouro... que deve ser a idade de cada um. O momento presente.
O enigma da Vida...e morte.
Quando é que deixamos a morte pousar nos nossos galhos?
Poderemos um dia evitar a sua presença?
Dizem que nascemos e morremos todos os dias um pouco... então... conviver com o pássaro ali, na nossa árvore, pode ser a única alternativa.

Ele nos lembra que árvores de verdade não tem escolhas quanto aos pássaros que nela pousam... sejam negros ou de múltiplas cores...
Ou, talvez a sua presença sirva para nos lembrar que sim, podemos e devemos viver intensamente cada estação da nossa vida. Por toda a vida...

16 de março de 2010

Anjos existem.

Minhas últimas "intenções costurísticas" são “almofadinhas de porta”. Uma espécie de amuleto que faço, onde escrevo a oração do Anjo da Guarda...
Comecei fazendo uma para uma amiga que espera seu bebê... depois fiz outra para a minha sobrinha... e outras estão ali, aguardando que eu tenha tempo para a sua finalização...
Sim. Orações nos conectam com algo positivo, que muda anossa freqüêcia de pensamentos... e crianças e adultos são protegidas por seus anjos, por isso, sempre é bom lembrarmos deles...

Sim! Eu acredito em Anjo da Guarda:
Celestiais...Humanos...Animais... Reais.
Temos anjos que nos protegem e nos ajudam a vida inteira...nossos pais, irmãos, amigos de verdade. Ou pessoas que nos querem bem, que nos empurram para a frente, que nos iluminam e nos dizem: - cuidado, não é por aí... ou: - sim, vai, te atira sem medo da vida.
À esses anjos e por esses anjos, rezo. Silencio. Agradeço.
Todos os dias.
Então, ao me dar conta de que estou cercada de pessoas boas, de Anjos de Verdade, poderia dizer, pelos meus motivos, que o Céu é aqui...
Também é aqui o inferno, que nos traz notícias ruins, doenças, sofrimento em tantas vezes.
Talvez a questão mais importante dessa dualidade seja a nossa possibilidade de escolha - em vida - em que lado queremos estar.
Aceitar o céu... Aceitar o inferno... (depende da época do Mês...risos...) dentro da gente.
Ora amargo...ora doce. Ora agridoce.
Ora escuridão... ora luz. Ora meialuz.
E, em conviver com os dois lados prestando atenção no que cada um propõe pode ser uma grande possibilidade de levarmos uma vida inteira. Pacífica... onde céu... e inferno...tem os seus espaços e intenções reconhecidas(pois estão dentro da gente e teremos que conviver e aceitar os dois).

13 de março de 2010

Encaixando idéias.

Já tive coleção de pedras de rio quando era criança... depois foram conchinhas... então, o tempo passou e me dei conta de que não poderia mais colecionar coisas retiradas do seu habitat natural. As pedras... retornaram para o seu lugar, na terra, ou no rio. E as conchas... preferiram a companhia do Mar...

Um dia desses (seria num passado remoto... ou num remoto passado?...risos) me interessei por caixinhas...
Aos poucos, elas ganharam a minha atenção em muitos lugares onde estive... na lojinha da esquina ou em diferentes oportunidades. Nenhuma passou despercebida... e me acenam até hoje, chamando a atenção para si, atrás de uma dona.
Ganhei algumas, comprei outras e aos poucos, elas se reproduziram...

Pequenas, grandes... médias. De madeira, de papel, de lata, de metal. Feitas à mão ou industrializadas...

Não é uma grande coleção... mas há algumas muito significativas... que guardam lembranças especiais.
...
Uma dessas “verdades incertas” que andam na minha caixola é que todos carregamos um depósito de caixas cheias...
A grande caixa e suas caixinhas:
A filha, a mulher, a esposa, a mãe, a avó... a dona de casa, a profissional, a espiritual, a dos segredos, a alegre, a triste, a pensativa. A que quer ajudar, cuidar, a distraída ou atenta.
A moderna, a antiga... enfim, a que se tinge da cor da sua alma, ora neutra, beje...cinza, quase desapercebida ou quem sabe colorida, espalhafatosa, de batom e rímel no olho.
Nessa grande caixa cabem todas as caixas do mundo.
É uma caixa VIVA:
De...encaixes, caixas, caixinhas, caixotes...caixão.
Nascimento, vida, morte ou renovação.

Independente da fase de caixas da qual nos encaixamos... que sejamos sempre caixas amplas. Espaçosas. Transparentes. Coloridas.
E cheias de boas lembranças e ações.

Ps. Ok. Vou revelar um segredo: tenho – literalmente - muitas caixas para organizar... algumas coisas precisam ser recicladas ( já cumpriram a sua missão).
E não há outra saída: ou revisamos o conteúdo das nossas caixas e os selecionamos, ou eles atrapalharão os nossos encaixamentos futuros.

Bom final de semana pra vocês!
da Si.

10 de março de 2010

"Geralmente mimamos...quem amamos"*

*Essa é uma frase de uma das figurinhas do álbum de figurinhas da minha infância, que guardo até hoje... as famosas figurinhas poéticas da Sarah Kay em: Bem me quer...

Me inspirei nesse álbum ao fazer um presente para uma pessoa que amo, e que mimo muito:
Uma colcha...de flanela, costurada todinha à mão... feita especialmente para uma menina de “olhinhos de jabuticaba”... presente da Vida na minha vida: a minha afilhada.
Comecei essa peça há mais de dois anos...
Queria presentear a lindinha com algo muito especial, feito pelas minhas mãos.
Presentão de Dinda mesmo, para guardar para toda a vida...e para lembrar de todo o meu amor por ela, que já o sabe e conhece... presente feito nas muitas horas de dedicação à essas costuras...(muitas mesmo).



Numa das figurinhas da qual tirei uma imagem que apliquei, estavam os dizeres:
“Conte as pétalas se quiser ...Nunca vai dar malmequer”

Primeiro desenhei cada pedaço no tecido, recortei, realizei aplicações, costurei os blocos, reuni tudo... acolchoei, e ainda estou quiltando.
Essa paixão de patchwork é assim mesmo: todas as etapas se transformam em especiais e de aprendizado. E o tempo é incerto para terminar... pois é o tempo de quem faz.
Quem sabe que irá ganhar, há de aprender a esperar. (até parece uma frase das figurinhas...)

Em alguns momentos, minha afilhada me acompanhou nas costuras... ansiosa para ver cada parte...
Já lhe dei de presente (quase pronta) nos seus 10 anos...
Ela já está com 11...e logo chegará o dia em que a colcha de retalhos aquecerá a cama daquela pimpolha que cresce a cada dia... embalando os sonhos de uma criança-menina-moça que tem e sonha com uma vida feliz...

7 de março de 2010

Beleza natural.

Existem tantas coisas esteticamente harmoniosas na natureza... verdadeiras composições coloridas, que merecem momentos de contemplação...
Se tornaram belas seguindo a sua natureza.
Lidaram com as intempéries do tempo, demoraram muitos anos para se desenvolver, precisaram de luz, de alimento.
E estão ali...
E nem sempre temos tempo de percebê-las... é preciso sintonia...

Amanhã, precisarei “mudar a estação do meu rádio”... ouvir a locução de uma semana de trabalho, onde outras vozes também precisam de audiência...
Hoje: Sol...Chuva...Nuvens...Árvores...Folhas...Cachoeira...Água gelada...Amigos.
Amanhã: Despertador... Computador... Trabalhador...
Ei! Não vou carregar todas essas dores que existem aí nessas palavras... escolherei acordar... despertar... trabalhar ...viver. Sem dor.

6 de março de 2010

ABA* ou APNA*?

Após ter ganhado a caixa de botões, eu passei um bom tempo vendo e fazendo tudo com botões: botões aplicados, botões colados, mosaico de botões, colar de botões... quase me inscrevi na “*Associação dos Botólatras Anônimas”...mas me lembrei que já estava inscrita na “*Associação das Patchworkólatras Nada Anônimas” ... então, ficou tudo certo.

Durante a minha "crise de botões"(lembrando que a palavra crise, em grego significa crescimento), decidi presentear as minhas amigas com algo significativo, e bem simbólico... reuni as minhas melhores intenções em um objeto que todas conheciam... um tercinho de orações, feito à mão, por mim, com: botões coloridos.
Quem ganhou o primeiro que fiz foi aquela minha amiga que me presenteou com a caixa inteira da felicidade...
Depois vieram as minhas irmãs, mãe, cunhadas, sobrinhas, sogra, colegas de costura, amigas, tias, que adoraram o presente e tenho quase certeza de que rezaram, cada qual da sua maneira...

Marido, pai, sogro e cunhados também ganharam, mas ao contrário das minhas amigas que expressaram alegria por tê-los recebido, os homens responderam: Ah, Tá. Obrigada. (Baita incentivo!... e a prova óbvia de que homens e mulheres são completamente diferentes)
Depois disso, apenas mulheres receberão tercinhos de botões... risos
...
Sábado né... está me dando uma daquelas vontades de abrir a minha mala de tecidinhos coloridos... será que devo?

Bjs à todas(os) que passarem por aqui e um ótimo final de semana!...

5 de março de 2010

Luz de sexta.

Acordei cedo(muuito cedo), com mil pensamentos na cabeça e não consegui mais dormir...
Não adiantava mais. Minhas "janelas" já estavam abertas, as minhas luzes acesas, então, não houve jeito...
Levanto, e, como em todas as manhãs, sou recebida com o cumprimento da minha gata, que carinhosamente se espreguiça, e sai saltitando na minha frente até o seu pratinho de comida, ronronando...

Há algo diferente nessa hora que antecede o raiar do sol. Um silêncio profundo, uma luz na sombra, a brisa fresca de uma nova manhã que chega... o laranja forte do sol que vem chegando, se misturando com o azul escuro da noite em meio às nuvens...
E o sol nasce... vivo, intenso...

Quando eu era criança, no período de férias,
na praia, tive o privilégio de ser acordada várias vezes
pelo meu pai e mãe... e lá saíamos, 4 crianças (eu e minhas irmãs), com os olhos remelados caminhando até a beira do mar, aquela festa...para ir ver o sol nascer na beira da praia...não preciso dizer mais nada que essa foi e continua sendo uma das lembranças mais lindas da minha vida...
As fotos ao lado são o registro de um desses momentos... e, até hoje, quando temos a oportunidade, continuamos repetindo esse
encontro... apenas para ver: o sol nascer. (rimou! risos..)

Que venha a sexta-feira!
ps. tá bom. Vou parar de filosofar um pouco e até o final do dia coloco mais algumas fotos de Coisas em Si.