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Oi!

BEM VINDA(O)!



Por aqui encontrarás algumas idéias e coisas me fizeram muito feliz nesses últimos tempos... e também simbolizaram diferentes momentos da minha vida...

Estás convidada(o) a conhecer a COISA... ler os meus escritos, entender como essa história começou... e saber que tudo por aqui foi feito artesanalmente e com muito amor...

12 de abril de 2010

Alfinete de bolinha.

Lidar com as agulhas da vida não é fácil...muito menos com as alfinetadas diárias que nos furam os dedos, liberando gotas de sangue que mancham nossos tecidos e que também nos lembram que há alguém bem vivo conduzindo cada ponto realizado.
Quando costuramos somos integralmente responsáveis por cada ponto certo ou errado, torto ou reto, firme ou solto.
Se estivermos atentos ao trabalho, perceberemos logo que um ponto mal feito é fácil desmanchar... e refazer esse pequeno estrago torna-se simples...
O problema se agrava quando nos distraímos e nos damos conta de nossos erros somente lá adiante, onde desmanchá-los ou corrigi-los torna-se quase impossível.
Então, escolhemos deixar assim ou optamos pelo difícil desmanchar e refazer tudo de novo.
E aquele descuido, será a eterna lembrança de um momento de distração, de aprendizagem, de normalidade (sim, porque perfeição não existe... ou existe?)
...
Aprendemos uns com os outros... e nas oportunidades que tive de costura em grupo ríamos muito das nossas alfinetadas... mulheres reunidas costurando por um logo tempo seus tecidos... e suas palavras.
E é claro que sempre chegava o momento das “alfinetadas”, aquele da fofoca... do - tu viu isso? - e aquele outro? – oh! Mas que coisa!
Pequenas espetadas que não machucaram ninguém... apenas a força do hábito e das palavras de quem se reúne para costurar a vida uma na da outra.
Afinal, “que espete o primeiro alfinete” quem nunca foi vilão ou vítima das próprias palavras alfinetadas...
Ui! Uma alfinetada dói...
Mas é bom que saibamos que alfinetes prendem apenas temporariamente.
São as agulhas as responsáveis pela costura bem feita.
Pois chega o momento em que se torna necessário deixarmos os alfinetes no seu lugar... restando a cada um cuidar da sua própria costura...(aceitando o jeito de costurar do outro)

Alfinetes nos tecidos, linhas nas agulhas, costuras cuidadosas e caprichadas...podem significar uma vida sem mágoas...
Afinal, todos os tecidos merecem ser costurados da melhor maneira...
E a necessidade da convivência diária com diferentes pessoas, interessadas em prender, alinhavar, costurar a vida no seu tempo e grupo, pode nos ajudar a aceitar a presença dos alfinetes e agulhas com ferramentas de crescimento.

A imagem abaixo é uma relíquia recém descoberta em um livro que comprei...SHAW, Robert. American Quilts: The Democratic Art, 1780-2007.. Sterling Publishing CO:2009 .
São muitas as possibilidades de leitura no Desenho/Litografia de H.W. Pierce, 1876 - “Quilting Party in the Olden Time” onde a vida acontece a partir das costuras de cada um.

9 de abril de 2010

Ins-piração...

Nessa semana, andei sem inspiração para a costura...
O que aconteceu comigo?
Cadê o ar costurístico que respiro através das minhas tantas idéias?
Já descobri!...
O fato é que temporariamente deixei o ins de lado e fiquei somente com a piração de um semestre e suas mil coisas necessárias que também tomam conta de boa parte do meu tempo...
...
Então, se há de pirar de vez... vou me fazer de louca “só por hoje” e retornar aos meus planos... Pois só em pensar neles já me animo.
E esses apetrechos[da foto] tão especiais, são os que possibilitam dar asas a qualquer coisa que eu sinceramente queira criar, remendar, costurar... ou, se for o caso, simplesmente escrever.

5 de abril de 2010

Recomeço.

Recomeçar...retomar...retornar...recapitular...reaprender...reorganizar.
Passamos a vida re alguma coisa...
E nessa segunda feira, onde eu tento andar, começar, tornar, organizar, sou invadida por esse Ré que fica ali, tocando na mesma tecla na minha mente.
...
Então, penso na “ação Ré”... do andar para trás...
E ao mesmo tempo é o Ré musical quem me mostra uma luz...um som possível de uma manhã que começa devagar, na segunda nota e que ficará mais bonita ainda se puder harmonizar-se com o Dó.....Mi, Fá, Sol, Lá...Si!!!

Se estou assim, em marcha ré...(em estilo Garfield) devagar, pensando o que é necessário para retomar o que não pude fazer nesses últimos tempos... é porque há fases na vida em que: não podemos de outra maneira. Por “N” motivos.
Talvez seja esse mesmo o momento de apenas aceitarmos a demasiada honestidade daquela pessoa que nos é mais cara:nós mesmos... e recebermos, de presente, a verdade(ou a incerteza) das nossas escolhas.

Então... como“já dizia a célebre Tartaruga”: Devagar também se vai longe.
Ou então: um passinho atrás...pode impulsionar vários para frente!
Segunda-feira...aqui vou eu!

31 de março de 2010

Ciclo da vida.


*Há tempos, recebi esse vídeo, que é de um conhecido comercial... mas ele me fez pensar na morte como algo que impulsiona a vida... achei adequado para esse momento, em que muitos de nós nos questionamos sobre o significado da vida e da morte.

À vocês que aparecerem por aqui nesses dias, desejo uma Feliz e abençoada Páscoa... de reflexões e conversas sobre a vida ou morte... mas também sobre esperanças... e ressurreição. De Jesus...e das boas ações e idéias no coração de cada um.

Um abração... da Si.

29 de março de 2010

Tia Lalinha...

- Tia Lalinha? Esse é o meu?
Foi a pergunta que ouvi quando costurava essa peça...
...e é claro que com uma perguntinha dessa eu me derreti e o trabalho virou o “tapetinho” do meu amado sobrinho, com dedicatória... costurada e tudo.
Menino com cara de anjo... ou seria um anjo com cara de menino?
Curioso... metido a “Chico Bento”... desses que sobe em árvore, vai para o meio do mato de botas 7 léguas, anda de bicicleta, trator, e tudo o que um menino ama fazer.
...
Crianças são um presente em qualquer família...e passam a vida fazendo perguntas que nos colocam em contato com o que há de mais precioso na vida, como por exemplo a pergunta de uma noite na praia, em que ele estava sentado na rede comigo, olhando as estrelas:
- Tia, em quem tu nasceu?
... ou então, bem sério e pensativo, ao olhar para um desenho de um esqueleto: - Quem foi essa pessoa?
...
Há de ter fôlego para acompanhar o pique, as brincadeiras e os mil pedidos desse baixinho!
...Mas a tia "coruja", lhe deu os seus retalhos azuis, Cataventos que simbolizam profundos desejos de que esse menino encontre, na Ventania da sua vida, um pouco da calmaria necessária para tornar-se cada vez mais feliz.

26 de março de 2010

Conexão...Outono

Estar em harmonia com a natureza – a nossa e a da vida...
É impossível não apreciar a paisagem que vai mudando aos poucos e nos envolvendo com essas folhas que caem, desprendendo-se da vida com tanta beleza.
Foram projetos de folha um dia... cumpriram a sua missão verde e agora, se despedem deixando uma nostalgia profunda. Plátanos...Álamos...que colorem a vida com seus amarelos, laranjas, vermelhos...
Também somos árvores...
E muitas vezes enxergamos nossas folhas caindo, desprendendo-se da gente, dizendo tchau...já não tenho mais o que fazer por ti.
Então ficamos ali, sentindo saudades de épocas tão bonitas da nossa vida, folhas antigas, viçosas, vivas... confortados pela paisagem colorida que também irá amarelar na memória...
Em outros momentos, somos folhas...
Tantas vezes felizes por nos desprendermos de árvores que não são mais nossas... ou daquelas que deixaram saudades, pois nos permitiram respirar, pegar sol e balançar ao vento...


24 de março de 2010

Tarde de chuva...

Escrevo na companhia da minha gata...
Essa que dorme no meu colo, que andou atrás de mim pela casa até eu me sentar. Um pulinho aqui, uma enroladinha ali e logo ela se aconchegou.
...
Dizem que os egípcios já exaltavam a presença de um felino... e cultuavam sua Deusa Bastet, protetora das mulheres...
...
E, como todas sabem, eu tenho ligação com gatos há muito tempo...
Já tive um Mimi ...depois, ganhei um Eros e eles me ensinaram os seus segredos de artimanhas e conquista...
Depois deles, não tive mais como resistir... e aprendi a amá-los para sempre.
Os gatos surgem na nossa história como presentes da Vida.
A minha eu adotei em uma tarde ensolarada de um sábado, perdida em uma pilha de lenha... cheia de pulga e faminta... me conquistou no primeiro olhar e no segundo miado...
E se, gostar de gato é coisa de Bruxa, desde que os tenho, virei uma!

Que nossos gatos - Anita...Vinci, Juca, Branca, Mime, Fumaça, Nino, Poca, Berigela... e tantos outros - nos tragam sempre a sorte de tê-los por perto... nos alegrando em tardes chuvosas como essa...ronronando em nossos colos.