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Oi!

BEM VINDA(O)!



Por aqui encontrarás algumas idéias e coisas me fizeram muito feliz nesses últimos tempos... e também simbolizaram diferentes momentos da minha vida...

Estás convidada(o) a conhecer a COISA... ler os meus escritos, entender como essa história começou... e saber que tudo por aqui foi feito artesanalmente e com muito amor...

21 de junho de 2010

Intuições de Inverno!

Nesse dia 21, tento arejar meus pensamentos, antes que o sol diminua...e o frio os endureça.
O Inverno chega Hoje...com seu tempo de recolhimento.
E com ele, também chega a necessidade de mantermos muitas coisas aquecidas durante dias gelados... principalmente, o coração.
...
Tantas exigências diárias, cobranças internas e externas. Ausências... silêncios profundos que precisam ser sentidos...esses que sussurram dentro da gente enquanto as vozes externas gritam tantas outras coisas...
...
Intuir. Olhar para dentro. Manter a fidelidade a si mesmo.
Eis o desafio maior dessa e de todas as Estações da Vida.
.
Das costuras... O Inverno nos dará uma força para que elas tenham mais espaço nos dias frios... nos aquecendo com suas estampas coloridas.


Esse é a primeira parte de um projeto de muitos quadradinhos coloridos que espera pelo frio e pelos momentos de folga para costurar-se a outros tantos pedaços...

18 de junho de 2010

Investimentos que compensam...

As coisas que herdamos de quem nos é mais querido nos mantém costurados ao tecido familiar. Esse mesmo...tão turbulento e ao mesmo tempo tão amoroso, que nos identifica de alguma maneira.
...
Um tempo depois que a minha avó partiu, todos quiseram que a máquina de costura ficasse comigo, justamente pela relação que tenho com a costura e afins.
Eu já falei por aqui que a trouxe para casa como um amuleto de sorte, a "divindade" que habitou um pedaço da minha casa.
Resolvi, então, na mesma semana “dar um trato” na máquina para colocá-la em uso novamente.
E assim foi:
Lá fui eu conhecer meus vizinhos...dois irmãos que são excelentes escultores e marceneiros, que se encantaram ao ver a minha vontade em recuperar e preservar a máquina da minha avó. Eles também se envolveram na minha história, lembraram da sua mãe costureira, e capricharam no demorado restauro...

Logo em seguida, perambulei por várias lojas que fazem manutenção de máquinas de costura... mas em uma delas um simpático homem tratou a minha máquina como uma Divindade.
A sua experiência com esse tipo de máquina era evidente, e logo foi me falando que era mesmo uma máquina especial, me contando sobre o processo de fabricação, detalhes da época em que foi produzida, e é claro, também relacionando às suas histórias pessoais... e lembrando da sua mãe que também costurava (essas lembranças me chamaram a atenção...mas falo sobre isso outro dia).
É claro que a máquina ficou lá... e ele disse que a devolveria renovada, pronta para atuar novamente. E tenho certeza de que, pelo brilho do seu olho, ela voltará "tinindo"....
...
Vou buscá-la amanhã... e pedalarei para costurar como essa moça da imagem ao lado, na minha “máquina nova”.
...
Mostrararei tudo por aqui em breve.

16 de junho de 2010

Vôo...tão perto...tão distante.

Ando com saudades dos meus botões...
Dos meus panos e tecidos coloridos que se acumulam na minha malinha vermelha de bolinhas brancas.
Das horas sentadas costurando três pontinhos e voltando um, fixando a costura a mão.
Da ação de planejar a costura, desenhar o projeto, escolher os tons, medir os moldes, transferir para o tecido com a margem correta.
Quero meus alfinetes de bolinha...
Minha tesourinha dourada que tem estampada uma ave bicuda que corta pequenos fios.

Quero usar o dedal especial de couro, que me protege dos furos das agulhas.
Quero passar horas alinhavando o “sanduíche” que compõe um patchwork: o pano costurado, a fibra, o forro...
E depois, unir tudo com pontos... o famoso Quilt, essa modalidade de costura e desenho que une, acolchoa as três camadas.
Quero ainda, poder realizar os acabamentos, a borda, o viés...
E ficar cuidando para os cantos ficarem corretos... bem feitos.

E depois, me sentar sem culpa, admirando todo o tempo destinado àquele trabalho.
Vivido, pensado, compartilhado.
Onde cada ponto guarda em si um pensamento,
Ou a vontade de uma vida mais livre.

13 de junho de 2010

Linha...


Da vida.
Do trem.
Das mãos.
De expressão.

Linha de pesca, cruzada, trançada, cheia de nós.
Fio que conduz. Costura. Remenda. Arremata.
Cordão... umbilical.
.
.
.
Limite.
.
Destino
.
Diferença.
.
Possibilidade.
.
.
.
. ou simplesmente...ausência.

3 de junho de 2010

Sobre uma gata pensante...


Admiro os gatos.
Eles tem um não sei quê de mistério e sabedoria.
Sabem e sentem muito mais do que imaginamos... e às vezes, tenho certeza que lêem nossos pensamentos.
Eles sentem... Pré-sentem... E vivem em tempo real.
Presente.
Aliás são eles um presente da Vida...
Na minha - pelo menos foi.

Ocupam-se diariamente com “cuidados gatais”, alimentação, divertimento, companhia, caça, se tiverem acesso... (a minha Anita caça bichinhos inofensivos que aparecem de vez em quando... e até brinca com a própria sombra)...

Vou contar uma coisa para vocês: a minha gata também pensa...talvez até medite...risos...
Ela tem o hábito de, ao entardecer, chegar de mansinho... subir na minha mesa enquanto trabalho e fica ali, olhando para fora pela janela... por muuito tempo.
Hoje consegui flagrá-la!
Miau!

29 de maio de 2010

"Me dê motivos"...

Sem motivos, qual é a graça da vida?
Não dá para ficar se lamentando como na música do Tim Maia...
Se sofremos com alguns motivos mas nos damos conta a tempo de que é preciso manter o foco no que realmente vale a pena, encontramos motivos de sobra para ir a luta, deixando de lado algumas escolhas do ir embora...
A vida pode até ser curta (ou não)...mas quem deseja sofrer em vão?

Motivos sinceros, verdadeiros, nos fazem Viver (com V maiúsculo):
Família, Amor, Saúde, Pessoas, Amigos, Experiências... e por que não, Costuras.

As minhas costuras desse sábado foram motivadas pela minha sobrinha, quando estávamos em uma loja e ela escolheu um tecido floridinho... nem precisou me dizer nada... “Captei” a mensagem...
Quando conheci meu marido, ela tinha apenas 3 aninhos de idade... e adorava desenhar pelas paredes da casa... eu virei a sua “dinda emprestada”...e foi ela quem levou as alianças no dia do nosso casamento... realmente! o tempo passa!... E a espertinha em breve atingirá a sua maioridade...
Mas antes, ela ganhará uma nécessaire...para lembrá-la que é necessário preservarmos as relações que realmente importam nas nossas vidas.
Essa costura foi feita na companhia da minha gata...que brincou com o carretel de linha da máquina, roubou os tecidos... xeretou os alfinetes... e foi "aplicada" ali:

Meizinha... tá aqui o teu presente!..

25 de maio de 2010

Vai passar...

Durante toda a nossa vida, alguns objetos/coisas, nos atraem...ou seríamos nós quem os atraímos?
Os meus preferidos e mais atraídos ultimamente são os livros e os tecidos. Andam pelas estantes da minha casa, guardando histórias para me contar..

Aprendi a valorizar os objetos pelo sentido que ocupam em minha vida.
Dá para perceber pelos meus escritos neste blog que comumente filosofo sobre esses objetos...
Mas saibam que sempre foi assim.
Desde criança, quando visitava alguma biblioteca, os livros que eu mais precisava ler “saltavam” nos meus braços... em outros momentos, objetos especiais vieram parar diretamente: nas minhas mãos, exatamente quando precisava dos seus conselhos.
E cada vez em que eles aparecem, me vejo investigando, pensando no motivo pelos quais eles me visitam.
No último domingo, ao passear pelo Brique da Redenção em Porto Alegre(que eu adoro ir de vez em quando)... vi algo brilhando para mim... ele logo me chamou a atenção em meio a objetos antigos.
Cheguei perto, peguei-o na mão.. disse à vendedora que iria pensar... fui dar uma volta...
Não adiantou. Aquele antigo ferrinho de passar não saía da minha cabeça.
Em minutos, pensei em quem teria sido a sua dona... teria sido de alguém que viajava muito e precisou de um ferrinho para passar seus tecidos amassados?
Ou de alguém que o ganhou de presente e não usou?
Ou...ou...ou
Naquelas alturas, ele já era meu.
Já habitava o meu imaginário.
Já havia pousado e passado todos os retalhos de tecido daquela ensolarada manhã de domingo.
É claro que voltei lá, conversei com a Otília, a simpática vendedora de antigüidades daquele lugar... namorei o ferrinho... e ele veio para casa comigo.
É da década de 60, da Marca Rubi.
Sugestivo nome para uma marca: exatamente o nome da pedra que figura como “rei’ das pedras preciosas, a cor do rubor, do vermelho, símbolo da liberdade e da paixão.
Ele chega em boa hora... trazendo cor a uns dias cinzentos que me entristecem (quem não os tem?). Trazendo em si a sua missão e literal mensagem: “vai passar”!.
Eis, então, o meu precioso Rubi: