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Oi!

BEM VINDA(O)!



Por aqui encontrarás algumas idéias e coisas me fizeram muito feliz nesses últimos tempos... e também simbolizaram diferentes momentos da minha vida...

Estás convidada(o) a conhecer a COISA... ler os meus escritos, entender como essa história começou... e saber que tudo por aqui foi feito artesanalmente e com muito amor...

15 de julho de 2011

"Eu voltei...agora pra ficar...





Genten!!!!





Há quanto tempo!?


Há dias que eu não escrevia...




Pois é, estou até com peso na consciência, pois sei que algumas de vocês gostam das minhas palavras, dicas... e eu também adoro bisbilhotar os blogs alheios, mas a vida anda corrida e simplesmente: Não deu pra escrever...muito menos costurar...




Fazer o quê né?





Mas o calor e o sol desse dia já derreteram boa parte do gelo que habitava a minha mente e a minha vontade...auxiliando a "evaporar" a pilha de atividades de final de semestre que invadiram a minha mesa de trabalho, agenda...etc.




Mas...anuncio aqui que: CHEGA!





Nas próximas semanas me dedicarei à missão: Retorno Costurístico... [gostaram?]




... por enquanto, a bagunça, ou melhor, o "caos criativo" domina o meu espaço...



logo precisarei arrumar tecidos, materiais, planejar costuras...reabilitar a minha listinha de encomendas que eu não consegui entregar...


[ainda bem que tem gente que tem paciência nesse mundo!]




Confesso que adoraria postar fotos e mais fotos de trabalhos recém costurados...mas hoje, vocês conhecerão o "outro lado" da Coisa:










Como por exemplo: a coleção de carrinhos do meu marido...misturada com outras bagunças + o meu fogãozinho(de latão)...brinquedo do meu "museu" encontrado no baú... e, logo ali, abaixo... uma parte da "pilha de felicidade" que terei que passar, dobrar..arrumar...ou
...simplesmente suspirar!
[e me inspirar]

29 de junho de 2011

Tá frio mas tá quente...

Sim!



Está frio lá fora... mas há calor no coração (de quem costura eu tenho c e r t e z a)!



e... atenção:









"Siga o que te faz feliz e o Universo abrirá portas onde antes só haviam paredes."





Joseph Campbell










Vou lá...que o Universo está me chamando... rsrsrs...





No final de semana procurarei minhas flanelas para costurar...

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eu ia terminar o post, mas não posso antes de deixar o link para um comercial que lembrei agora... que fala do frio..de portas...de flanelas... e eu assistia quando era muuuito pequena...e ainda aparece uma senhorinha costurando!!!








Adorei rever isso! divirtam-se!:


















21 de junho de 2011

Pelas entrelinhas da vida.



Após 20 dias sem escrever por aqui... hoje acordei com uma vontade de retomar minhas "conversas costurísticas"...



A nossa vida muitas vezes toma rumos turbulentos, e nessas horas, algumas coisas ficam difíceis... sentar, pegar um tecido e costurar... planejar a próxima costura acaba ficando para o segundo plano...



Ao passar dos dias, nos damos conta de que essas coisas Não podem ficar para depois, pois acabam nos entristecendo... é preciso alimentar essa vontade, mesmo escrevendo... (caso não der para costurar literalmente... as palavras ajudam)



Sinto com se tivesse perdido as minhas forças... a gripe (suína, canina ou sei lá que tipo de gripe eu peguei) também me deixou sem vontade... e eu não vou contaminar minhas florzinhas com esse vírus...



Não, não é exagero.



É exatamente o que não podemos deixar acontecer: contaminar as coisas que mais gostamos pelas fases ruins da vida...



Ok.



Aceitar a turbulência faz parte ... afinal, nem tudo são flores... Gnomos aparecem só se acreditarmos, e a realidade precisa ser encarada sempre de cabeça erguida.



Tudo passa né... até a uva passa...risos...



Por isso... aos poucos, vou retomar as minhas costuras... conversas... dicas... enfim, essas coisas em si que me deixam feliz e que, de certa maneira, podem deixar algumas de vocês também.




Livros de costuras sempre me deixam feliz... deixo a dica de um bem legal disponpivel online(aliás, há muitos livros legais para ver online), com projetos maravilhosos:





Até breve...

1 de junho de 2011

Falando "abobrinhas"...

Há alguns anos, no período de férias(ai que saudade...) resolvi fazer um curso muito especial de Aquarela...


Exercitei, durante alguns dias muitas possibilidades de "aguar" a cor e também os sentimentos que precisam tornar-se mais fluídos para tornarem-se compreendidos.


Enchi as cores de água... elemento essencial para que o papel poroso absorva e fixe a cor...sempre tão viva.





E, na época, inspirada na observação de objetos e elementos da natureza, que combinam muito com essa técnica artística, resolvi que ia pnitar: Abóboras...






E quer coisa mais linda que uma cor de abóbora? Laranja, viva... cheia de sementes enredadas em seu interior, prontas para germinarem na próxima terra e seguirem o seu destino.





É dura, firme, possante sem deixar de ser bela e colorida.





Na época, me apaixonei por abóboras... aprendi a fazer o doce de abóbora... relembrei de histórias e suas metáforas como a da Cinderela carregada pela sua Carruagem Mágica de Abóbora que a conduz ao seu destino...





Foi uma abóbora vivida intensamente...risos ...





Pintei também outros temas... barquinhos a beira mar, copos de leite(mmmm nem tão expressivos assim... flores) e ao terminar o curso, corri emoldurar a minha abóbora que está até hoje na minha cozinha...





É isso: se não dá para costurar... sempre há algo para nos inspirar: aquarelas, esculturas, desenhos..pessoas.






Até mesmo uma gata que xereta por tudo... acho que ela também gosta de abóboras!!!




obs.




Ok... eu sei que vocês querem ver as minhas costuras de novo, mas aguardem... Já diz o velho ditado: "É no andar da carruagem que as abóboras se acomodam(ou se ajeitam)", não é mesmo?

Quando as minhas se acomodarem, terei tempo de costurar novamente... mostrando por aqui!

Abraço pra vocês!

Sinara.

25 de maio de 2011

O que temos em comum:

Gostamos de tecidos, costuras, botões.



Alfinetamos, alinhavamos e costuramos nossas idéias ou a de outros,



Juntamente com os nossos projetos e sonhos.



Muitas vezes, nos momentos de distração, agulhas e alfinetes espetam nossos tecidos...



E torcemos para que não nos machuque nem sangre



mas...se manchar o tecido de vermelho,



ainda assim apreciaremos a beleza da cor, ao mesmo tempo em que choraremos a mágoa do momento...



para, logo em seguida, tratarmos de “oxigenar” o lugar para que a mancha se retire de vez.

Temos em comum a vontade de viver... os pensamentos secretos em cada momento costurado... os acertosXerros nos cortes, montagens, descobertas costurísticas...





E a vontade infinita de possuir e costurar todos os tecidos floridinhos do mundo!

[Ai..ai... escrever isso me deu uma vontade de me afundar nas costuras...]







E hoje o dever ainda me chama... mas...




amanhã, feriado por aqui... após a visita ao Santuário de Nossa Senhora da Caravagio , cumprirei minhas promessas costurísticas que alegrarão a minha alma!






A imagem ao lado é da Pintura de Aldo Locatelli... seu olhar da Nossa Senhora de Caravaggio e a vidente Joaneta, na Igreja de São Pelegrino, Caxias do Sul.

23 de maio de 2011

"Costuras" de Machado de Assis..

Um pouco de literatura... porque a vida também é feita de outras costuras...

Um Apólogo
de: Machado de Assis



Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:
— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo?
— Deixe-me, senhora.
— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.
— Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.
— Mas você é orgulhosa.
— Decerto que sou.
— Mas por quê?
— É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?
— Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu e muito eu?
— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...
— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás obedecendo ao que eu faço e mando...
— Também os batedores vão adiante do imperador.
— Você é imperador?
— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...
Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:
— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...
A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.
Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe:
— Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá.
Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha:
— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.
Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:
— Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!



Texto extraído do livro "Para Gostar de Ler - Volume 9 - Contos", Editora Ática - São Paulo, 1984, pág. 59.

Fonte: http://www.releituras.com/machadodeassis_apologo.asp Acesso em 23 de maio.
Conheça o autor e sua obra visitando "Biografias".

13 de maio de 2011

É melhor não contrariar...

Dizem alguns estudiosos, que o corpo fala...



Vou concordar plenamente, principalmente por ouvir o meu tagarelando o tempo todo.
E minhas mãos me pedem hoje um pouco de costura a mão...
Sentar. Realizar ponto por ponto. Meditar costurísticamente.



E é exatamente o que eu vou fazer.
Vou poupar as palavras por aqui... para aproveitar alguns pontos a mais das minhas costuras...


Pois hoje é um dia de muita sorte.
Sexta-feira Treze: muito Sol brilhando lá fora... um tempinho “livre” aqui dentro e minhas costuras me esperando.



Vou me dar esse luxo hoje...


Uh..hu! [isso ficou engraçado] ... lá vou eu!






bjs e boas costuras pra vocês também.











A M O essa imagem... ela já apareceu por aqui em outras vezes:


Pequena costureira, de Jessie Wilcox Smith