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Oi!

BEM VINDA(O)!



Por aqui encontrarás algumas idéias e coisas me fizeram muito feliz nesses últimos tempos... e também simbolizaram diferentes momentos da minha vida...

Estás convidada(o) a conhecer a COISA... ler os meus escritos, entender como essa história começou... e saber que tudo por aqui foi feito artesanalmente e com muito amor...

6 de dezembro de 2012

Recuperando o Fôlego.

Na mente (essa que às vezes nos mente) encontro tantos planos, tantas idéias, tantas cobranças.
No coração (esse que sempre nos conecta com as nossas verdades), tantos sentimentos, esperanças, suspirações...
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Sim.
aprendemos que a vida é feita de tantas partes...
Um dia somos Dois. No outro, somos Um, amanhã seremos Vaaários.
Assumimos formatos diversos: "quadradinhos,  triângulos, tirinhas, ou tecidos bem amplos"...
Aceitamos nosso emaranhado, de fios bem vivos:









E o recomeço das costuras da vida é necessário, pois, do contrário, enlouquecemos ( eu, por exemplo, intercalo meu tempo entre loucura e lucidez...e aprendi que talvez seja isso que mantenha a minha chama acesa...):
Integrar,  recompor o destino.
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Olhar ali adiante e ver o ir vir das "ondas"...
Oceano vivo de nós mesmos.
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Tchibum!
"Mergulhei"...
Nadarei de novo por um bom tempo até encontrar a minha onda.
Aquela que se ergue a partir do meu movimento...
Que nunca chega aos pingos, pedaços, retalhos,
Essa que vou vivendo  - Inteira.

8 de novembro de 2012

Fiando uma bela teia...


Então, eis que ando a pesquisar, ler, estudar processos têxteis, históricos e costurísticos... 
Suspiro a cada livro que encontro, e tem se tornado um dos meus passatempos preferidos o bisbilhotar a história, origens, artistas, evolução desses processos. 
Tudo isso me me torna ainda mais apaixonada pelas costuras e fundamenta de certa maneira a minha pesquisa seja de ordem teórica ou prática. 

Há o espaço das costuras, que se emaranham com as leituras, encontros, palavras, surpresas da Vida. 
- - - - - 
Aliás, deixo a dica do conto A Infinita Fiadeira, de um dos meus autores preferidos, o Mia Couto É lindo, lindo...como tudo o que ele escreve.
Esse é um texto que copio aqui... tentarei conversar pessoalmente com Mia Couto na Feira do Livro em Porto Alegre no próximo domingo (olha a minha petulância!... mas e daí? Eu vou, rsrsrsrs.). 
Leiam também essa lindeza:

A infinita fiadeira
 (A aranha ateia
diz ao aranho na teia:
o nosso amor
está por um fio!)
A aranha, aquela aranha, era tão única: não parava de fazer teias! Fazia-as de todos os tamanhos e formas. Havia, contudo, um senão: ela fazia-as, mas não lhes dava utilidade. O bicho repaginava o mundo. Contudo, sempre inacabava as suas obras. Ao fio e ao cabo, ela já amealhava uma porção de teias que só ganhavam senso no rebrilho das manhãs.
E dia e noite: dos seus palpos primavam obras, com belezas de cacimbo gotejando, rendas e rendilhados. Tudo sem fim nem finalidade. Todo o bom aracnídeo sabe que a teia cumpre as fatais funções: lençol de núpcias, armadilha de caçador. Todos sabem, menos a nossa aranhinha, em suas distraiçoeiras funções.
Para a mãe-aranha aquilo não passava de mau senso. Para quê tanto labor se depois não se dava a indevida aplicação? Mas a jovem aranhiça não fazia ouvidos. E alfaiatava, alfinetava, cegava os nós. Tecia e retecia o fio, entrelaçava e reentrelaçava mais e mais teia. Sem nunca fazer morada em nenhuma. Recusava a utilitária vocação da sua espécie.
- Não faço teias por instinto.
- Então, faz porquê?
- Faço por arte.
Benzia-se a mãe, rezava o pai. Mas nem com preces. A filha saiu pelo mundo em ofício de infinita teceloa. E em cantos e recantos deixava a sua marca, o engenho da sua seda. Os pais, após concertação, a mandaram chamar. A mãe:
- Minha filha, quando é que assentas as patas na parede?
E o pai:
- Já eu me vejo em palpos de mim...
Em choro múltiplo, a mãe limpou as lágrimas dos muitos olhos enquanto disse:
- Estamos recebendo queixas do aranhal.
- O que é que dizem, mãe?
- Dizem que isso só pode ser doença apanhada de outras criaturas.
Até que se decidiram: a jovem aranha tinha que ser reconduzida aos seus mandos genéticos. Aquele devaneio seria causado por falta de namorado. A moça seria até virgem, não tendo nunca digerido um machito. E organizaram um amoroso encontro.
- Vai ver que custa menos que engolir mosca - disse a mãe.
E aconteceu. Contudo, ao invés de devorar o singelo namorador, a aranha namorou e ficou enamorada. Os dois deram-se os apêndices e dançaram ao som de uma brisa que fazia vibrar a teia. Ou seria a teia que fabricava a brisa?
A aranhiça levou o namorado a visitar a sua colecção de teias, ele que escolhesse uma, ficaria prova de seu amor.
A família desiludida consultou o Deus dos bichos, para reclamar da fabricação daquele espécime.
Uma aranha assim, com mania de gente? Na sua alta teia, o Deus dos bichos quis saber o que poderia fazer. Pediram que ela transitasse para humana. E assim sucedeu: num golpe divino, a aranha foi convertida em pessoa. Quando ela, já transfigurada, se apresentou no mundo dos humanos logo lhe exigiram a imediata identificação. Quem era, o que fazia?
- Faço arte.
- Arte?
E os humanos se entreolharam, intrigados. Desconheciam o que fosse arte. Em que consistia? Até que um, mais-velho, se lembrou. Que houvera um tempo, em tempos de que já se perdera memória, em que alguns se ocupavam de tais improdutivos afazeres. Felizmente, isso tinha acabado, e os poucos que teimavam em criar esses pouco rentáveis produtos - chamados de obras de arte - tinham sido geneticamente transmutados em bichos. Não se lembrava bem em que bichos. Aranhas, ao que parece.

COUTO, Mia.  O Fio das Missangas. São Paulo: Companhia das letra, 2009. Pg. 73-75.


gostaram?
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voltando...

Sigo costurando esses detalhes da vida com capricho e cuidado, da minha própria maneira...


A imagem acima eu vi Aqui....  
Que sirva de inspiração para todas nós neste final de semestre... com direito a um pouquinho mais de tempo para as costuras (nem que, para isso, seja necessário marcar na agenda)!

Si.

23 de outubro de 2012

Nossa! Já são 11 Horassss!!!!!


Tempo emaranhado,
entrelaçado, seria... enrolado? 

Se está, talvez tenha sido eu mesma quem deixou assim... inozado! 
Mas, 
pensando bem, nunca desejei uma vida de linha reta,
sem curvas, sem nós, sem fios, cor, entrelaçamentos (sem graça). 
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Tic...tac...tic...tac...tic...tac...
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tum.tum...TUM TUM ..tum..tum...

O que bate no centro do meu emaranhado de  fios não é um relógio... é um coração bem vivo, pulsante, REAL e está bem longe de ficar parado (graças a Deus!). 
Então... me dou conta de que esse coração também é emaranhado de vida, corpo, veias...vias sanguíneas que, apesar da aparência enrolada....estão no mais viçoso fluxo ... "bombando" vida!

Meus pensamentos me fizeram desistir de descomplicar esse dia...
Que ele siga no seu tempo, 
na sua turbulência ou leveza, com seus fios coloridos e emaranhados... 
esses mesmo que compõem essa minha terça de muitas veias, opa, vias. 




A obra acima é um registro do meu olhar de uma obra da artista Sheila Hicks, trabalho lindo que tive a oportunidade de conhecer na Bienal de Arte São Paulo desse ano, que aliás, está beem legal para quem gosta de pensar sobre Arte, sobre fios, tessituras, bordados, costuras...poéticas da vida vivida. 
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Boa semana proceis
Sinara. 

10 de outubro de 2012

Criança Feliz...

Felicidade tem nome.
Muitos nomes.
Infinitos nomes.

E eu já escrevi um Dicionário inteiro de palavras/expressões que para mim Significam - Felicidade:
Amor, Olho brilhando, Sorriso, Sinceridade,
Beijo, Abraço, Chuva de verão...
Costuras, Arte, Pedra de Rio.
Encontro, Saúde, Curiosidade.
Vento no rosto, Lua cheia...Meio do Mato...
Oceano.
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Infância.

À essa menina, criança feliz que mantenho bem viva em mim,
Essa que aprendeu a regar a vida (com seu Regador Amarelo)
Essa que ainda sonha, brinca, chora, ri...se diverte,


Essa que se encontra em cada gesto, cada palavra, cada momento vivido
[essa aí da foto... eu mesma na beira da praia aos plenos 3 anos de idade...].

É essa a criança que ainda reconhece aquela que também mora em ti,
Que te abana, pisca, brinca, provoca... e se permite ser Feliz a qualquer tempo.
Essa que , nessa semana de 12 de outubro te deseja: - Seja sempre uma Feliz Criança!
e te convida para brincar sempre!

ps. 1...2..3... Quem quer brincar de relembrar a infãncia "põe o dedo" Aqui!              aqui!!!
E aqui!!!   - - - - - - e aqui! - - -- - - - - - - e Lá! ......ou Aqui.

Um abraço pra vocês!!!
Sinara.

1 de outubro de 2012

Reciclando pensamentos.

Reciclar deixou de ser palavra da Moda, agora é compromisso mesmo, responsabilidade que nossos avós já tinham e que passou despercebida por muitos durante algum tempo.

Sou adepta ao reaproveitamento das coisas e desde pequena.
Cresci vendo minha mãe costurando nossas roupas, que de tempos em tempos passavam por reformas, transformações - ou remendos e serviam às próximas gerações (ou enquanto durassem - os tecidos).

Aprendi que reciclar não era somente economizar recursos materiais, mas era a ampliação da Vida Útil de algo que gostávamos, usávamos e usufruíamos, reunindo também tantos valores passados de uma geração outra.

Percebi com o tempo que gestos de preservação chegam acompanhados de esperança, de vontade que a vida se renove no melhor que cada um pode Ser (preservando, reutilizando, reciclando, resolvendo).
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Ao me deparar esses dias com minhas sacolas de pequenos retalhos de tecidos que se multiplicam a cada trabalho finalizado, me senti motivada em aprender novas possibilidades de reaproveitamento (em patchwork, é claro!)...
Quando li o título  do Curso: O Luxo do meu Lixo, no 15 Festival de Gramado (!!!), sabia que teria que fazê-lo.
E fui.

Os tecidos dos trabalhos realizados no curso foram oferecidos pela profe. Deo(linda!), que se "desapegou" do seu saco de Riqueza pessoal e compartilhou conosco muuuitos retalhos. Achei o gesto muito bonito e isso me fez ter ainda mais prazer em costurar aqueles retalhinhos que são partes de sua memória e que para mim se tornaram símbolo desse dia especial de muitas aprendizagens.


É muito bom quando aprendemos além das técnicas... aprendemos no olhar do outro, com os sorrisos, com a generosidade alheia, com os erros, com a ansiedade em não perder nenhum mínimo detalhe.

O curso foi ótimo, o Festival também e mais uma vez aprendi novas técnicas e possibilidades do patchwork, reencontrei gentes de coração aberto e que gosto muito, abracei, sorri, suspirei...  voltei feliz e inspirada a criar a partir do meu saco de Luxo: os retalhos dos tantos tecidos que já costurei vida afora e que insisto em guardar para ressignificar...amanhã, depois, quando tiver um tempo, quando chegar o momento certo, quem sabe HOJE (pior é que hoje não vai dar... meus deveres acadêmicos me chamam, snif, snif).
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Quando vou ao Festival, me dou o capricho de observar, ouvir,  perceber o que está também "nas entrelinhas" de cada trabalho e pessoa que conheço.
Há encontros riquíssimos, mas dá pena ver que alguns insistem nas  "costuras imediatas", deixando a criação para dar lugar à copiação. 
Muitas pessoas tem uma pressa, uma inquietação, uma ânsia que as afasta de um sentido muito bonito do Patchwork, dessa Arte que comunica pela integração das idéias, tecidos, costuras e que tem uma longa história a ser conhecida e preservada.
Sigamos no curso do Rio da nossa vida, que é única e que ninguém copia (pois quem quer copiar a vida alheia, deixa de viver a sua própria, não é mesmo?)

Um abraço!
Sinara.

3 de setembro de 2012

Insight.

Sentada na sala, em uma tarde de "meditações artísticas e costurísticas", olhei para um trabalho meu pendurado na parede - uma gravura em metal, realizada há algum tempo - e pensei: - por que não utilizá-lo como inspiração para outro momento prazeroso (agora não mais da técnica da gravura em metal) mas um momento de descoberta e criação de uma nova proposta, que inicia-se também com a idéia de gravar, marcar, imprimir o jeito da gente nas coisas que fazemos por aí?
Linhas, formas recortadas, tecidos... preto, branco, cinza...alguma cor... talvez.
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Lá fui eu costurar ideías: desenhar, ampliar o desenho, organizar, numerar os moldes, planejar as cores,  procurar a minha mala de tecidos especiais e Plim!
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Em Janeiro desse ano, em uma viagem de férias comprei alguns tecidos que ficaram ali na minha malinha... só aguardando esse dia chegar. Quando "coloquei o olho" neles eu já sabia que os usaria para um trabalho especial, de linhas mais artísticas, pois eram texturas diferenciadas, que me transportavam para a pesquisa visual mesmo.
E então...resolvo dar ouvidos e voz a "artista" que mora em mim...
É hora de Criar.
Usar as técnicas aprendidas com tanto empenho e dedicação ao longo desses anos, afinal, foram muitos cursos especiais realizados e, agradeço profundamente as contribuições de cada uma das minhas Mestras e seus olhares brilhantes: Eliana, Carminha, Myriam, Vanessa, Hila, Cecilia, Sávia, Fernanda... e a lista vai aumentando a cada ano (o Festival de Gramado já está quase chegando...ô felicidade!).

É hora de deixar "a Coisa em Si" fluir...
Por que não? - - -    Por que sim?
Porque simplesmente é necessário.
E porque eu preciso.


Hora de concentrar... dar um tempo por aqui, e aproveitar os minutos de folga para fazer render as minhas idéias, projetos, planos e sonhos.

Não se preocupem se eu sumir... estarei em "meditação costurística profunda", levitando sob os olhares da minha gata Anita que não me deixa esquecer que, entre as costuras da vida, é preciso  deitar e rolar em cima do trabalho do jeito que ele está e simplesmente...curtir o processo...
porque Viver... É.
bjs pra vocês.
Sinara.

26 de agosto de 2012

"O que a gente leva da vida...

É a VIDA que a gente leva". 

Já não lembro mais quem disse essa frase pela primeira vez "o que a gente leva da vida é a vida que a gente leva", mas ela me inspira a guardar nas minhas memórias um espaço especial para os olhares, os sons, os gestos, os aromas, as impressões, os sentimentos, os sorrisos, os abraços, as aprendizagens, o amor que cultivamos,  compartilhamos, Vivemos.  

O resto... "É tudo vaidade e vento, que passa". 
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Já escrevi no blog várias coisas que carregarei comigo pela vida afora, mas compartilho com vocês nesse final de domingo,  algumas memórias herdadas dos meus avós e que estiveram presentes nesse dia:

Os Waffers caseiros, feitos especialmente por mim agora ha pouco no aparato tecnológico ultra moderno que ganhei da minha avó (ela tinha um onde fazia os "vafel" e um dia chegou com uma sacola em que tinha comprado um igual ao dela para cada neta) o pratinho florido já foi dela... lugar especial para repousar meu coração neste domingo chuvoso.:




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E as Orquídeas da estação...Herança viva plantada pelas mãos do meu avô que me enchem de alegria  nessa época:


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Escrever sobre esses detalhes da vida reavivam as boas lembranças e nos desperta a viver cada vez mais e melhor.  
Boa semana de muita Vida para todos nós!

Um abraço,
Sinara