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Oi!

BEM VINDA(O)!



Por aqui encontrarás algumas idéias e coisas me fizeram muito feliz nesses últimos tempos... e também simbolizaram diferentes momentos da minha vida...

Estás convidada(o) a conhecer a COISA... ler os meus escritos, entender como essa história começou... e saber que tudo por aqui foi feito artesanalmente e com muito amor...

6 de março de 2010

ABA* ou APNA*?

Após ter ganhado a caixa de botões, eu passei um bom tempo vendo e fazendo tudo com botões: botões aplicados, botões colados, mosaico de botões, colar de botões... quase me inscrevi na “*Associação dos Botólatras Anônimas”...mas me lembrei que já estava inscrita na “*Associação das Patchworkólatras Nada Anônimas” ... então, ficou tudo certo.

Durante a minha "crise de botões"(lembrando que a palavra crise, em grego significa crescimento), decidi presentear as minhas amigas com algo significativo, e bem simbólico... reuni as minhas melhores intenções em um objeto que todas conheciam... um tercinho de orações, feito à mão, por mim, com: botões coloridos.
Quem ganhou o primeiro que fiz foi aquela minha amiga que me presenteou com a caixa inteira da felicidade...
Depois vieram as minhas irmãs, mãe, cunhadas, sobrinhas, sogra, colegas de costura, amigas, tias, que adoraram o presente e tenho quase certeza de que rezaram, cada qual da sua maneira...

Marido, pai, sogro e cunhados também ganharam, mas ao contrário das minhas amigas que expressaram alegria por tê-los recebido, os homens responderam: Ah, Tá. Obrigada. (Baita incentivo!... e a prova óbvia de que homens e mulheres são completamente diferentes)
Depois disso, apenas mulheres receberão tercinhos de botões... risos
...
Sábado né... está me dando uma daquelas vontades de abrir a minha mala de tecidinhos coloridos... será que devo?

Bjs à todas(os) que passarem por aqui e um ótimo final de semana!...

5 de março de 2010

Luz de sexta.

Acordei cedo(muuito cedo), com mil pensamentos na cabeça e não consegui mais dormir...
Não adiantava mais. Minhas "janelas" já estavam abertas, as minhas luzes acesas, então, não houve jeito...
Levanto, e, como em todas as manhãs, sou recebida com o cumprimento da minha gata, que carinhosamente se espreguiça, e sai saltitando na minha frente até o seu pratinho de comida, ronronando...

Há algo diferente nessa hora que antecede o raiar do sol. Um silêncio profundo, uma luz na sombra, a brisa fresca de uma nova manhã que chega... o laranja forte do sol que vem chegando, se misturando com o azul escuro da noite em meio às nuvens...
E o sol nasce... vivo, intenso...

Quando eu era criança, no período de férias,
na praia, tive o privilégio de ser acordada várias vezes
pelo meu pai e mãe... e lá saíamos, 4 crianças (eu e minhas irmãs), com os olhos remelados caminhando até a beira do mar, aquela festa...para ir ver o sol nascer na beira da praia...não preciso dizer mais nada que essa foi e continua sendo uma das lembranças mais lindas da minha vida...
As fotos ao lado são o registro de um desses momentos... e, até hoje, quando temos a oportunidade, continuamos repetindo esse
encontro... apenas para ver: o sol nascer. (rimou! risos..)

Que venha a sexta-feira!
ps. tá bom. Vou parar de filosofar um pouco e até o final do dia coloco mais algumas fotos de Coisas em Si.

3 de março de 2010

A Alma imoral.

"Há um olhar que sabe discernir o certo do errado
e o errado do certo.
Há um olhar que enxerga quando a obediência significa desrespeito
e a desobediência representa respeito.
Há um olhar que reconhece os curtos caminhos longos
e os longos caminhos curtos.
Há um olhar que desnuda,
que não hesita em afirmar que existem fidelidades perversas
e traições de grande lealdade.
Este olhar é o da alma".
(Nilton Bonder, em seu livro: A alma imoral)
...
Suspiro profundamente ao ler essas palavras, de um livro que o destino me trouxe (lembrando que o destino, na maioria das vezes vem pelas mão de pessoas muuuito próximas e especiais, como veio para mim).
Sabe aqueles livros em que cada palavra abre um espaço imenso na alma e no pensamento?

Como quando jogamos uma pedra na água e precisamos ficar ali, vendo as ondas se propagando?

É isso.
Por isso, comunico que nos próximos dias, precisarei trair algumas coisas mundanas, para ser uma "fiel cavaleira da minha alma"(pg.22), que me suplica a degustação urgente desse livro.
Mas
isso não quer dizer que amanhã a minha alma não me suplique publicar mais algumas fotos e palavras sobre a Coisa... que é tão moral quanto imoral... depende do ponto de vista.

bjs que eu vou ler o meu livro... ao menos por um tempinho...até eu não me lembrar que tenho um monte de coisas para fazer hoje.

2 de março de 2010

Coisas inacabadas...mas que, no seu tempo, ficarão prontas.

Começo o meu dia arrumando coisas...
Sim. Estamos sempre em função de algo que nos move... a família, o trabalho, a casa, os estudos... as costuras (ou de uma gata curiosa que não pode ver um patchwork na frente...risos).
E nas minhas arrumações, encontrei uma coisa que comecei e quase acabei, quando me meti a fazer um pano básico de patchwork.

Esse eu costurei à máquina, e fiquei de quiltá-lo logo em seguida, mas... ficou guardado no armário... ainda alinhavado, esperando...
Tecidos coloridos são pacientes... aguardam o tempo certo para a combinação perfeita... aquela que lhe fará mais feliz, pois passarão costurados, por um bom tempo...

Nos pontos dessas costuras encontro a lembrança de algumas pessoas que me acompanharam durante a sua montagem... o sorriso constante, as gargalhadas pelos erros cometidos... sim, porque errar na costura por falta de atenção é humano... e rir, quando percebe-se a própria ignorância em relação à “problemas costurísticos” e ter que fazer tudo de novo pode ser mais humano ainda...

Enquanto fiz essa peça, conheci uma ferramenta muito importante, que uma amiga chama de: Ferramenta da Humildade. É apenas um desmanchador de costuras, rico material para quem costura... comprei esse aí, amarelo... para me lembrar que podemos errar e nos mantermos coloridos.


1 de março de 2010

Pensando com os meus botões...


Há dois anos, ganhei, de presente de uma amiga costureira, uma caixa enorme, cheinha de botões... eu enlouqueci... me sentia como alguém que descobre um baú de tesouro, e ri, feliz da vida jogando suas moedas douradas para cima, rica, milionária!
Essa era eu... e o meu baú do tesouro...com aqueles botões todos...
Até hoje adoro usar a expressão: “vou lá pensar e costurar com os meus botões” e fico meditando nas minhas costuras... combinando botões para fazer as tantas coisas que já fiz e pensei com eles.
Também compartilhei esses botões, que multiplicaram a felicidade que trazem em si nas mãos de outras amigas “costureiras”...
Mas...
A segunda-feira inicia... o recomeçar de uma nova etapa... e, esses botões coloridos ficarão à espera de uma folga na correria da semana... me olhando, com cara de quem quer atenção... mas precisarão esperar um pouco. Os “deveres trabalhísticos” me chamam... então, lá vou eu, nesta segunda ensolarada, me inspirar em “outros” botões... novos percursos para as aprendizagens do semestre... as minhas e as de meus alunos...

25 de fevereiro de 2010

Algumas coisas...

Sim... gatas também amam patchwork... a minha, pelo menos, não sai de cima das minhas costuras... e ela é um amor!

Detalhe de um panô que costurei nas minhas aulas de patch... aliás, conheci muita gente legal que faz patchwork... realmente a costura "alinhava pessoas", costurando grandes amizades. Tenho muitas amigas que gostam de arte...de panos coloridos, de idéias criativas... e à todas elas,
desejo que tenham muito tempo em suas vidas para poder realizar essas vontades de fazer à mão... de sentar, colocar a linha na agulha, separar seus botões preferidos... e colocar em prática as suas mais lindas idéias!
Bjs gurias!
Fiz uma bolsa com os retalhos que a minha avó me deu...há uns 6 anos atrás. Cada pedaço me lembra uma roupa que ela usava... tem uma parte de um leçol...outra de um vestido... outra de uma camisa do meu avô...beeem discreta... Eu adoro essa bolsa!

A Rendeira[1665-1668] Vermeer

"A rendeira se mostra totalmente concentrada no seu trabalho[...]e se elogiavam as virtudes da mulher que soubesse tecer e costurar"...(Coleção as pinturas mais valiosas do mundo)



Tecer, costurar...os fios da vida que se desenrolam a cada dia. Retalhos coloridos, emendados, remendados, combinados e reunidos em peças inteiras. Sim, porque a vida está conectada ao Todo, à inteireza do ser humano.



Se nos despedaçamos às vezes, é porque é preciso...e a possibilidade da transformação está apenas em sabermos costurar cada pedaço com cuidado, com amor, paciência, enxergando a beleza que pode surgir com a diversidade da vida (e não com a adversidade).