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Oi!

BEM VINDA(O)!



Por aqui encontrarás algumas idéias e coisas me fizeram muito feliz nesses últimos tempos... e também simbolizaram diferentes momentos da minha vida...

Estás convidada(o) a conhecer a COISA... ler os meus escritos, entender como essa história começou... e saber que tudo por aqui foi feito artesanalmente e com muito amor...

13 de março de 2010

Encaixando idéias.

Já tive coleção de pedras de rio quando era criança... depois foram conchinhas... então, o tempo passou e me dei conta de que não poderia mais colecionar coisas retiradas do seu habitat natural. As pedras... retornaram para o seu lugar, na terra, ou no rio. E as conchas... preferiram a companhia do Mar...

Um dia desses (seria num passado remoto... ou num remoto passado?...risos) me interessei por caixinhas...
Aos poucos, elas ganharam a minha atenção em muitos lugares onde estive... na lojinha da esquina ou em diferentes oportunidades. Nenhuma passou despercebida... e me acenam até hoje, chamando a atenção para si, atrás de uma dona.
Ganhei algumas, comprei outras e aos poucos, elas se reproduziram...

Pequenas, grandes... médias. De madeira, de papel, de lata, de metal. Feitas à mão ou industrializadas...

Não é uma grande coleção... mas há algumas muito significativas... que guardam lembranças especiais.
...
Uma dessas “verdades incertas” que andam na minha caixola é que todos carregamos um depósito de caixas cheias...
A grande caixa e suas caixinhas:
A filha, a mulher, a esposa, a mãe, a avó... a dona de casa, a profissional, a espiritual, a dos segredos, a alegre, a triste, a pensativa. A que quer ajudar, cuidar, a distraída ou atenta.
A moderna, a antiga... enfim, a que se tinge da cor da sua alma, ora neutra, beje...cinza, quase desapercebida ou quem sabe colorida, espalhafatosa, de batom e rímel no olho.
Nessa grande caixa cabem todas as caixas do mundo.
É uma caixa VIVA:
De...encaixes, caixas, caixinhas, caixotes...caixão.
Nascimento, vida, morte ou renovação.

Independente da fase de caixas da qual nos encaixamos... que sejamos sempre caixas amplas. Espaçosas. Transparentes. Coloridas.
E cheias de boas lembranças e ações.

Ps. Ok. Vou revelar um segredo: tenho – literalmente - muitas caixas para organizar... algumas coisas precisam ser recicladas ( já cumpriram a sua missão).
E não há outra saída: ou revisamos o conteúdo das nossas caixas e os selecionamos, ou eles atrapalharão os nossos encaixamentos futuros.

Bom final de semana pra vocês!
da Si.

10 de março de 2010

"Geralmente mimamos...quem amamos"*

*Essa é uma frase de uma das figurinhas do álbum de figurinhas da minha infância, que guardo até hoje... as famosas figurinhas poéticas da Sarah Kay em: Bem me quer...

Me inspirei nesse álbum ao fazer um presente para uma pessoa que amo, e que mimo muito:
Uma colcha...de flanela, costurada todinha à mão... feita especialmente para uma menina de “olhinhos de jabuticaba”... presente da Vida na minha vida: a minha afilhada.
Comecei essa peça há mais de dois anos...
Queria presentear a lindinha com algo muito especial, feito pelas minhas mãos.
Presentão de Dinda mesmo, para guardar para toda a vida...e para lembrar de todo o meu amor por ela, que já o sabe e conhece... presente feito nas muitas horas de dedicação à essas costuras...(muitas mesmo).



Numa das figurinhas da qual tirei uma imagem que apliquei, estavam os dizeres:
“Conte as pétalas se quiser ...Nunca vai dar malmequer”

Primeiro desenhei cada pedaço no tecido, recortei, realizei aplicações, costurei os blocos, reuni tudo... acolchoei, e ainda estou quiltando.
Essa paixão de patchwork é assim mesmo: todas as etapas se transformam em especiais e de aprendizado. E o tempo é incerto para terminar... pois é o tempo de quem faz.
Quem sabe que irá ganhar, há de aprender a esperar. (até parece uma frase das figurinhas...)

Em alguns momentos, minha afilhada me acompanhou nas costuras... ansiosa para ver cada parte...
Já lhe dei de presente (quase pronta) nos seus 10 anos...
Ela já está com 11...e logo chegará o dia em que a colcha de retalhos aquecerá a cama daquela pimpolha que cresce a cada dia... embalando os sonhos de uma criança-menina-moça que tem e sonha com uma vida feliz...

7 de março de 2010

Beleza natural.

Existem tantas coisas esteticamente harmoniosas na natureza... verdadeiras composições coloridas, que merecem momentos de contemplação...
Se tornaram belas seguindo a sua natureza.
Lidaram com as intempéries do tempo, demoraram muitos anos para se desenvolver, precisaram de luz, de alimento.
E estão ali...
E nem sempre temos tempo de percebê-las... é preciso sintonia...

Amanhã, precisarei “mudar a estação do meu rádio”... ouvir a locução de uma semana de trabalho, onde outras vozes também precisam de audiência...
Hoje: Sol...Chuva...Nuvens...Árvores...Folhas...Cachoeira...Água gelada...Amigos.
Amanhã: Despertador... Computador... Trabalhador...
Ei! Não vou carregar todas essas dores que existem aí nessas palavras... escolherei acordar... despertar... trabalhar ...viver. Sem dor.

6 de março de 2010

ABA* ou APNA*?

Após ter ganhado a caixa de botões, eu passei um bom tempo vendo e fazendo tudo com botões: botões aplicados, botões colados, mosaico de botões, colar de botões... quase me inscrevi na “*Associação dos Botólatras Anônimas”...mas me lembrei que já estava inscrita na “*Associação das Patchworkólatras Nada Anônimas” ... então, ficou tudo certo.

Durante a minha "crise de botões"(lembrando que a palavra crise, em grego significa crescimento), decidi presentear as minhas amigas com algo significativo, e bem simbólico... reuni as minhas melhores intenções em um objeto que todas conheciam... um tercinho de orações, feito à mão, por mim, com: botões coloridos.
Quem ganhou o primeiro que fiz foi aquela minha amiga que me presenteou com a caixa inteira da felicidade...
Depois vieram as minhas irmãs, mãe, cunhadas, sobrinhas, sogra, colegas de costura, amigas, tias, que adoraram o presente e tenho quase certeza de que rezaram, cada qual da sua maneira...

Marido, pai, sogro e cunhados também ganharam, mas ao contrário das minhas amigas que expressaram alegria por tê-los recebido, os homens responderam: Ah, Tá. Obrigada. (Baita incentivo!... e a prova óbvia de que homens e mulheres são completamente diferentes)
Depois disso, apenas mulheres receberão tercinhos de botões... risos
...
Sábado né... está me dando uma daquelas vontades de abrir a minha mala de tecidinhos coloridos... será que devo?

Bjs à todas(os) que passarem por aqui e um ótimo final de semana!...

5 de março de 2010

Luz de sexta.

Acordei cedo(muuito cedo), com mil pensamentos na cabeça e não consegui mais dormir...
Não adiantava mais. Minhas "janelas" já estavam abertas, as minhas luzes acesas, então, não houve jeito...
Levanto, e, como em todas as manhãs, sou recebida com o cumprimento da minha gata, que carinhosamente se espreguiça, e sai saltitando na minha frente até o seu pratinho de comida, ronronando...

Há algo diferente nessa hora que antecede o raiar do sol. Um silêncio profundo, uma luz na sombra, a brisa fresca de uma nova manhã que chega... o laranja forte do sol que vem chegando, se misturando com o azul escuro da noite em meio às nuvens...
E o sol nasce... vivo, intenso...

Quando eu era criança, no período de férias,
na praia, tive o privilégio de ser acordada várias vezes
pelo meu pai e mãe... e lá saíamos, 4 crianças (eu e minhas irmãs), com os olhos remelados caminhando até a beira do mar, aquela festa...para ir ver o sol nascer na beira da praia...não preciso dizer mais nada que essa foi e continua sendo uma das lembranças mais lindas da minha vida...
As fotos ao lado são o registro de um desses momentos... e, até hoje, quando temos a oportunidade, continuamos repetindo esse
encontro... apenas para ver: o sol nascer. (rimou! risos..)

Que venha a sexta-feira!
ps. tá bom. Vou parar de filosofar um pouco e até o final do dia coloco mais algumas fotos de Coisas em Si.

3 de março de 2010

A Alma imoral.

"Há um olhar que sabe discernir o certo do errado
e o errado do certo.
Há um olhar que enxerga quando a obediência significa desrespeito
e a desobediência representa respeito.
Há um olhar que reconhece os curtos caminhos longos
e os longos caminhos curtos.
Há um olhar que desnuda,
que não hesita em afirmar que existem fidelidades perversas
e traições de grande lealdade.
Este olhar é o da alma".
(Nilton Bonder, em seu livro: A alma imoral)
...
Suspiro profundamente ao ler essas palavras, de um livro que o destino me trouxe (lembrando que o destino, na maioria das vezes vem pelas mão de pessoas muuuito próximas e especiais, como veio para mim).
Sabe aqueles livros em que cada palavra abre um espaço imenso na alma e no pensamento?

Como quando jogamos uma pedra na água e precisamos ficar ali, vendo as ondas se propagando?

É isso.
Por isso, comunico que nos próximos dias, precisarei trair algumas coisas mundanas, para ser uma "fiel cavaleira da minha alma"(pg.22), que me suplica a degustação urgente desse livro.
Mas
isso não quer dizer que amanhã a minha alma não me suplique publicar mais algumas fotos e palavras sobre a Coisa... que é tão moral quanto imoral... depende do ponto de vista.

bjs que eu vou ler o meu livro... ao menos por um tempinho...até eu não me lembrar que tenho um monte de coisas para fazer hoje.

2 de março de 2010

Coisas inacabadas...mas que, no seu tempo, ficarão prontas.

Começo o meu dia arrumando coisas...
Sim. Estamos sempre em função de algo que nos move... a família, o trabalho, a casa, os estudos... as costuras (ou de uma gata curiosa que não pode ver um patchwork na frente...risos).
E nas minhas arrumações, encontrei uma coisa que comecei e quase acabei, quando me meti a fazer um pano básico de patchwork.

Esse eu costurei à máquina, e fiquei de quiltá-lo logo em seguida, mas... ficou guardado no armário... ainda alinhavado, esperando...
Tecidos coloridos são pacientes... aguardam o tempo certo para a combinação perfeita... aquela que lhe fará mais feliz, pois passarão costurados, por um bom tempo...

Nos pontos dessas costuras encontro a lembrança de algumas pessoas que me acompanharam durante a sua montagem... o sorriso constante, as gargalhadas pelos erros cometidos... sim, porque errar na costura por falta de atenção é humano... e rir, quando percebe-se a própria ignorância em relação à “problemas costurísticos” e ter que fazer tudo de novo pode ser mais humano ainda...

Enquanto fiz essa peça, conheci uma ferramenta muito importante, que uma amiga chama de: Ferramenta da Humildade. É apenas um desmanchador de costuras, rico material para quem costura... comprei esse aí, amarelo... para me lembrar que podemos errar e nos mantermos coloridos.