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Oi!

BEM VINDA(O)!



Por aqui encontrarás algumas idéias e coisas me fizeram muito feliz nesses últimos tempos... e também simbolizaram diferentes momentos da minha vida...

Estás convidada(o) a conhecer a COISA... ler os meus escritos, entender como essa história começou... e saber que tudo por aqui foi feito artesanalmente e com muito amor...

11 de maio de 2010

"Cada um no seu quadrado".

Há alguns anos, impliquei com uma música que meus alunos cantavam...todos já devem ter ouvido:
Aquela que repetia “Ado-a-ado, cada um no seu quadrado!”...
Sim. Eu a achava(e continuo achando) tão pobrinha e repetitiva...
Mas preciso confessar que ao terminar mais um dos meus tantos quadrados costurísticos, meu inconsciente ficou cantando essa música...(pode uma coisa dessas?)
...
Quadrados, triângulos, círculos... são tantas maneiras de pensarmos sobre o lugar de cada um nessa vida...
E fiquei pensando que sim, cada um “respeitar o seu quadrado” pode ser muito sábio... ainda mais se o quadrado for costurado em patchwork...risos...

Um quadrado pode ou não ser limitado... pode também transformar-se no “galho”...aquele da brincadeira onde cada macaco procurava o seu, senão perdia o jogo...
E nessa manhã cinza, chuvosa e frrria, estou aqui, no meu quadrado trabalhístico, mas a minha mente... só pensa em quadrados floridos, costurados, emendados, remendados com as mil idéias que estão dançando a "dança desses quadrados" na minha imaginação.
O meu quadrado de hoje é esse aí de cima... aquele que iniciei há uns dias... ficou bonitinho né?
...
Aqueles meus alunos adolescentes sabiam direitinho qual era o seu quadrado... naquela época, era eu quem interferia no deles...
Ainda bem que eu achei o meu.

9 de maio de 2010

Materna idade.

Para_ _ _
_Minha Mãe, sempre tão verdadeira, que na sua simplicidade soube nos educar com muito amor _ _e sabedoria, driblando as limitações e dificuldades da vida...
_ _ _Minhas Mães-irmãs...
_ _ _ _ Minhas tias-Mães...
_ _ _ _ _ Minhas amigas Mães...
_ _ _ _ _ _ Quem passa por dificuldades para ser Mãe...
_ _ _ _ _ _ _ Quem ainda vai ser Mãe...
_ _ _ _ _ _ _ _ Quem tem uma Mãe dentro de Si:
_ _ _ _ _ _ _ _ _que cuida, se preocupa, educa...
_ _ _ _ _ _ _ _ _ espera, silencia, incentiva, aceita...
_ _ _ _ _e ama incondicionalmente.

_ _ _ _ _ _ _ _ _ _FELIZ DIA DAS MÃES! _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _

Imagem: Detalhe da obra As Três Idades da Vida, 1905. Gustav Klimt.

4 de maio de 2010

Sem a menor culpa.

Nem sempre somos felizes em nossas escolhas diárias. Muitas vezes agimos por impulso, por desconexão com o que nos é mais importante, por vaidade, por necessidade, ou por outros motivos que nos parecem mais adequados no momento.
Então, gastamos uma grande parte do nosso precioso tempo pensando, decifrando nossos próprios mistérios...(Vocês podem perceber que eu sou do tipo que pensa demais...será?... mas também tenho vivido tudo. Exercitando o estar no momento presente... pois foi nos dado de presente!)
Simplesmente Viver... presente que ganhamos todos os dias e que muitas vezes guardamos para depois.
E...querer viver em tempo real, presente, será pedir demais?
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - costurando - - - - - - - - - -- - - - - - - - costurando- - - - - - - - -
Como vêem, a costura me distrai dessas pré-ocupações mentais diárias... e me aproxima das idéias mais preciosas da minha vida. E, embora eu costure muito menos do que gostaria, em meus pensamentos rolam kilômetros de idéias alinhavadas... fazendo companhia aos outros muitos metros já acolchoados, quiltados, vividos e vívidos.
- - - - -- - - - - - - - - - - - - gostei disso - - - - - - - - - - - - - - - - dá para costurar no computador também - - - - - - - -risos - - - - - - - - - - - - - - - - uma pena que só em linha reta - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
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Na coluna da Martha Medeiros do último domingo, dia 02, ela comenta: “A vida não é um questionário de Proust. Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas qualidades, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria. Que mania de se autoconhecer. Chega de se autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bem-intencionado e que muda de opinião sem a menor culpa”.

Eu gostei de ler isso... e Arremato as minhas idéias de hoje assim.
Talvez esses pensamentos todos apenas reforcem em nós a crença de que em uma vida bem vivida não há espaço para culpas remoídas...
Acomodar as escolhas erradas, os enganos da vida também nos ensinam muito.
E dá para fazer isso sem culpa nenhuma.
Sem remorso. Nem arrependimento.
Apenas deixar ir...para simplesmente escolher viver a vida que está aqui (aí).
Para todos nós.

ps. aqui...a minha Anita... preocupadíssima e cheia de culpa com seus afazeres diários:

29 de abril de 2010

Um ponto de cada vez.


Quando se trata da costura a mão, mesmo sendo o mais simples dos projetos, é necessário tempo...
Tempo para desfrutar de um especial ritual costurístico:
Uma escolha que apresenta um longo caminho... primeiro a inspiração... depois a ação:

Criar o projeto, selecionar os tecidos, transferir/desenhar o molde, cortar, alfinetar, costurar, passar ferro, acolchoar, caprichar nos acabamentos fugindo dos “cantos redondos”... Quiltar...etiquetar...
Apreciar...Significar (antes, durante e depois de pronto).

Nessa semana, iniciei uma nova costura... ela me chama todos os dias...mas não tenho tido muito tempo para lhe dar atenção. Percebi logo ao alfinetar os tecidos que ela já estava ansiosa em ficar pronta.
Só queria ter mais tempo...para costurar! !!!
Mas... ok...
Vou com calma...Sem pressa...
Um ponto de cada vez... ou melhor... três pontinhos, volta um, segue mais três...e assim vai para ficar bem costuradinho.

24 de abril de 2010

Flores de sábado...

Gosto muito de ter flores espalhadas pela casa... elas nos inspiram nos dias cinzentos... e nos dizem: - vai viver a tua vida antes que murche...
Nossa!.. Às vezes a minha mente é cruel nas palavras...

Mas é assim mesmo, não é?
Todos murcharemos um dia... então, essas coisas independem da idade... mas sim, da nossa atitude em mantermos bem viva e florescida a nossa própria vida, lembrando que todo Ser viverá vários verões, outonos, invernos e primavera!
Nos próximos dias, conviverei de perto com a PrimaVera... a primeira verdade... essa que nos inspira a renascer sempre. A mudar de fase. Virar a página. Trocar os tecidos...

Alguém já lhe pediu: - Quantas primaveras você tem?
Para mim já... e embora a minha primavera aconteça em pleno outono, me dou conta das tantas primaveras que já vivi... das muitas flores que nasceram, floresceram, coloriram e murcharam na minha vida.
E simplesmente Agradeço. Silencio...
Vou me despedindo das pétalas que cairão na próxima terça... dando lugar à outras que ainda virão viçosas, renovadas, sejam rosas, margaridas, orquídeas ou até mesmo cactos(sim, eles também florescem!)...

E peço apenas que eu consiga manter meus terrenos bem adubados, saudáveis... "regados" pelos panos floridos de patchwork, que estampam todos os meus mais profundos sonhos...
E é óbvio que todas vocês - que cirulam por este meu espaço e conhecem os meus segredos- tem lugar reservado no meu jardim... que sempre fica mais belo com essa diversidade (ou diversas idades) de flores!

19 de abril de 2010

“Feliz Dia do índio...”

Dizem por aí que hoje é dia do índio...

Eu fico impressionada como ainda hoje algumas escolas sugerem que seus alunos a façam cocares de penas, pintem o rosto... brinquem de fazer u!.u!
Que me perdoem, mas poderiam optar em mostrar, falar, ensinar a seus alunos a sabedoria indígena de manter os pés na Terra... ou propor atividades de reconexão com a natureza das coisas que as nossas próprias mãos podem nos oferecer... afinal, os processos artesanais estão interligados às origens de cada civilização...

Tive a oportunidade de visitar um lindo zoológico no final de semana... que tem uma estrutura diferente... ao entrarmos, somos “enjaulados” junto com os animais... integrando o ambiente, onde não vemos os animais “da vitrine”... mas nos percebemos tão animais como os que ali estão, na exuberância da sua natureza... mas presos no cativeiro...

Talvez a Natureza prefira nos virar as costas... nos alertando que talvez não estejamos sendo generosos o suficiente com ela...como ilustra a foto ao lado que fiz de um casal de Araras Vermelhas... que permaneceram de costas, imóveis, dormindo com quem diz: não estou a fim de te ver... preferiria estar lá no "buraco das Araras Vermelhas"...

Então, nessa segunda-feira em me sinto um pouco como uma índia desconectada do seu habitat natural, fechada no seu cativeiro de mil coisas diárias... encontrando sentidos para muitos pensamentos, penso que:
Um índio de verdade não se desconecta do que lhe é mais humano e verdadeiro...
Um índio de verdade respeita e se preocupa com a natureza...seja a sua, a do ambiente ou a do outro.
Um índio de verdade mantém-se conectado com a vida.
Um índio de verdade valoriza seus processos criativos e artesanais...
Um índio de verdade quer apenas viver.
...
Que nesse dia, esse índio/índia que habita em cada um nos permita
simplesmente Ser.
Diz o ditado que "quem tem Chefe é índio...”
Eu continuo tendo Chefe... e exatamente nesse momento preciso parar de filosofar e ir trabalhar em mais uma indiada...(e costura que é bom... nada!)Mas sabem... eu admiro a minha Tribo... essa de Índias Guerreiras, que permanecem na sua Dança para que um dia Chova Arte!

16 de abril de 2010

Sob a proteção de Minerva...

Acordei hoje pensando na minha avó...
E... ao mesmo tempo em que me entristeço por pensar que já não a temos fisicamente conosco, me conforto nas lembranças que ficaram sobre o seu jeito e sua sabedoria, mantendo-a eternamente viva em nossas mentes.

É isso.
Permaneceremos vivos enquanto alguém lembrar de nós... essa herança imaterial... fruto das nossas ações em vida que se mantém (ou não) acesas na mente do outro.

Na simplicidade da vida tranqüila da minha avó, ou na profundidade de seus segredos, ela deixou muitas lembranças, sentimentos, ensinamentos... bons ou ruins... mas verdadeiros.
Objetos materializam algumas lembranças... como os riscos de bordado guardados por ela durante a vida toda, escritos em alemão e amarelados pelo tempo (que emoldurei para preservá-los)... ou então, o estojo de madeira que ela usava na escola, que ganhei dela ainda viva, junto com a sua caneta/pena tinteiro que lhe ensinou a escrever...

Recentemente, herdei a sua máquina de costura Minerva...
Essa que caiu nas minhas mãos simbolizando a própria Deusa Minerva da sabedoria...das Artes e as Habilidades Manuais...
Seria essa uma coicidência da vida?
Experiências desse tipo...eu chamo de ENCONTRO.
Esses meus/nossos, sejam eles mentais, reais, materiais, espirituais...

E sabem o que havia em uma das gavetas do móvel da máquina?
Botões...
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