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Oi!

BEM VINDA(O)!



Por aqui encontrarás algumas idéias e coisas me fizeram muito feliz nesses últimos tempos... e também simbolizaram diferentes momentos da minha vida...

Estás convidada(o) a conhecer a COISA... ler os meus escritos, entender como essa história começou... e saber que tudo por aqui foi feito artesanalmente e com muito amor...

10 de fevereiro de 2012

Para as tuas duas metades.

Recentemente li um livro muito interessante de Ìtalo calvino: O Visconde partido ao meio, já leram?



Não vou contar aqui a história do livro, para não perder a graça se alguém um dia quiser saboreá-lo, mas senti vontade de registrar algumas idéias, para não perdê-las de vista, e achei que aqui fosse o lugar ideal (gosto de anotar partes significativas dos livros, uma espécie de "fichas de leitura" que me ajudam a estudar e reelaborar minhas idéias a partir da leitura...aprendizado valioso da época do Mestrado).



Mas enfim, destaco esse trecho em que o Visconde de Medardo di Terralba, que um dia foi partido ao meio pela vida e precisou aprender a viver dividido (em dois seres/partes, um bom e o outro mau). Ele diz para seu sobrinho (na pag. 52):



" - Que se pudesse partir ao meio toda coisa inteira - disse meu tio, de braços no rochedo, acariciando aquelas metades convulsivas de polvo - que todos pudessem sair de sua obtusa e ignorante inteireza. Estava inteiro e para mim as coisas eram naturais e confusas, estúpidas como o ar: acreditava ver tudo e só havia a casca. Se você virar a metade de você mesmo,e lhe desejo isso, jovem, há de entender coisas além da inteligência comum dos cérebros inteiros [grifo meu]. Terá perdido a metade de você e do mundo, mas a metade que resta será mil vezes mais profunda e preciosa. E você há de querer que tudo seja partido ao meio e talhado segundo sua imagem, pois a beleza, sapiência e justiça existem só no que é composto de pedaços".



Ou ainda:


"O bom de ser partido ao meio é entender cada pessoa e coisa no mundo a tristeza que cada um e cada uma sente pela própria incompletude." (pg. 73)



Referência: CALVINO, Italo. O visconde partido ao meio. São Paulo: Cia. das Letras, 1996.



Amo ler livros que me inspiram a viver melhor e confesso que a ficção de Italo Calvino é tão real que a gente perde o fôlego e quer ler toda a coleção (que é o meu próximo passo...já pedi os livros emprestados para minha excelentíssima e sábia irmã que se apaixonou por este autor há muitos anos atrás e os compartilha seu livros comigo agora).



Querem saber se as duas metades do Visconde um dia encontraram-se novamente tornando-o inteiro?


NÃO vou contar! (risos...)


Ando fazendo uma campanha para que deixemos de ficar horasss por aqui no computador (tá, tudo bem, eu ainda fico um pouco além da conta), facebook, etceteras para ler um pouco mais, voltar-se para dentro, pois precisamos dessa inteireza necessária de vez em quando(?).


Por isso... vai lá e acha um livro significativo pra ti... e depois me conta por aqui. vou gostar de saber.


bjs pra vocês e um ótimo final de semana!


Sinara.

8 de fevereiro de 2012

Vamos "viajar" juntas?

Não é novidade nenhuma para "quem me lê" a minha satisfação em manter por perto objetos familiares, minhas heranças sentimentais recheadas de lembranças vividas na presença de meus familiares. Tenho um museu pessoal... espalhado pelos cantos onde vivo e convivo, e agrego apenas o que me é valioso, significado. Quem me conhece sabe disso.
Pois é... até na hora de "viajar" eles me acompanham:

Dessa vez, quem foi junto foi a minha "Mala para viagens costurísticas", minha descoberta de um período de férias escolares em "mil novecentos e antes", quando encontrei, no fundo da garagem de casa, este objeto esquecido das memórias, que havia sido dos meus pais: pequena e simples.


É óbevio que me adonei dela... lavei, sequei...e, dois dias depois já estava repaginada, forradinha com poás. Reacendeu lembranças familiares, mas agora tinha uma nova missão: apenas divertir e transportar os meus preciosos tecidos!!!


Ela já foi motivo de OOHHHH!!! Ou de ataques estéricos de muitas amigas que amam as costuras...já inspirou outras amigas a reaproveitarem suas malinhas antigas também... já fui considerada meia louca por andar na rua com ela feliz da vida só observando o estranhamento alheio: lá vai aquela ali com sua mala de bolinhas (na maioria das vezes, as pessoas querem ser discretas... e quando saio com essa mala não é o caso... ela nunca passa despercebida).
- - - - - - - -
Parece coisa de gente maluca?
Até acho que sim... mas a loucura, na medida certa e pagando o preço por esta permissão, nos dá o direito a Liberdade...( e quem não deseja uma vida mais livre)?
Sair por aí do jeito que a gente é.
Aceitar o olhar (e o depoimento crítico) do outro e agradecer pela oportunidade de crescimento, seja pelo "polimento da alma" pelo atrito gerado...ou pelo amor recebido.
E, muito importante:
Processar o que foi dito e Reciclar sentimentos: isso é meu, me pertence...isso é teu (não devias ter deixado aqui comigo) e reaproveitar o que ficou.
E ainda...em caso de receber do outro um monte de lixo (sim, todos nós descarregamos o nosso lixo sentimental em alguém de vez em quando) estar atento para se perguntar...ihhh...e agora?
Lá vai a criatividade para transformar coisas inúteis em coisas úteis.Ou, se for o caso, descartar o que já não nos serve mais para que se decomponha no seu tempo.

Só não vale ficar consumindo o lixo sentimental alheio.
Parece tão fácil né? Mas como tudo na vida...Nada é fácil. E haja exercício diário, paciência, persistência para lidar com tudo isso.

"A louca aqui" filosofou demais por hoje... vou lá novamente arrumar a minha mala para os próximos dias... ela transportará tecidos, linhas, costuras, palavras, projetos... e meus pensamentos diários [!]

Tchau! Até a próxima "viagem" !

22 de janeiro de 2012

Muito além do Arco-íris




2012 vai bem, obrigada.








E nesses dias, o meu encontro diário tem sido com as Donas Férias, essas irmãs simpáticas que chegaram aqui em casa para ficar um tempo, e que me deixam descansar e reorganizar a vida.






Elas (as Donas Férias), vieram acompanhadas do seu Primo mais velho, o Senhor Tempo, que me deu uma caixinha de verbos, palavras especiais para conjugar no Presente: ler, costurar, respirar, descansar, sorrir, dormir, viver, comer, amar, costurar, escrever, ler, organizar, planejar, refletir, iluminar, agradecer, equilibrar... Celebrar.






O Senhor Tempo deixou seu filho chamado Passado em casa. E já me avisou que seu filho mais novo, o Futuro, chegará logo e que é importante recebê-lo de braços abertos (e vou mesmo, porque já ouvi dizer que ele é muito bonito).







Por isso, estarei ocupadíssima nos próximos dias. Tenho visitas em casa!


Mas logo passo por aqui de novo para dar um oi!







Ps. a foto é do Arco-íris que vi ontem... [lindo né?] É claro que saí correndo registrar o momento (de novo!).


Sempre que vejo um, minhas cores também reacendem e me indicam o caminho do meu tesouro...esse que está bem aqui, no meu Baú de idéias, botões e tecidos coloridos.








3 de janeiro de 2012

Um 2012 inteiro para admirar a beleza do mundo e...costurar.

2012 chegou.
E recebemos da vida esse "caderno cheinho de folhas em branco" para escrever, desenhar, pintar, costurar tudo aquilo que quisermos.
Suspiros...
Nas minhas andanças desses últimos dias, cliquei alguns detelhes ins piradores... fragmentos da beleza cotidiana que compõe um lindo bloco desse meu patchwork olhado, admirado, vivido:



Ao retornar ("de Marte")... muitos sonhos e planos costurísticos pela frente... e após resolver as minhas "heranças trabalhísticas de 2011" (coisas da vida terráquia... rsrsrs), terei tempo para escrever um pouco mais por aqui, mostrar algumas novidades e percepções artísticas e costurísticas e contar o que ando mirabolando para 2012.

18 de dezembro de 2011

Já preparei meu coração.

Nessa época de Natal, todos nós "amolecemos". Sentimentos amorosos transbordam: solidariedade, saudade, alegrias, tristezas, esperança.

Muitos acreditam que tudo tenha a ver com o "Papai Noel" e seus presentes e também com o nascimento do menino Jesus que é celebrado nessa época do ano(afinal, é seu aniversário).
Escolhemos acreditar em tudo isso, cultivando nossos rituais Natalinos que nos conectam á esse Amor Universal... e esse sentimento que se renova com o final de um ciclo de vida
e o recomeço de outro.

Daqui há 7 dias é Natal.
A maioria de nós estará com a família, renovando os laços de amor e amizade que nos une.
E eu desejo que esse seja o nosso melhor presente!

Mas é amanhã que nasce um menino abençoado na minha família: meu sobrinho Benjamin.
Esse menino lindo que já amamos, que acompanhamos crescendo nesses nove meses na barrigona de sua linda mãe.

Já vi nascer meus outros sobrinhos Olívia e o Cássio...também vi crescer a Dudi e Mei... e as(o) AMO muito!!! E sabemos que um nascimento é sempre uma grande emoção.

Amanhã estarei lá para recebê-lo e dizer: - Oi, muito prazer, eu sou sua Tia sabia?

Foram muitas emoções e sentimentos que o embalaram até aqui... desde o dia em que vimos sua carinha pela foto da eco da minha cunhada Bárbara... a barriga crescendo a cada mês...os pézinhos empurrando a cada contato...
Esse gurizinho já tem uma legião de fãs!
E, quando a VIDA chega assim, é motivo de felicidade para todos.

É óbevio que eu, como uma Tia beem corujona, não poderia deixar de presenteá-lo com o que tenho de melhor: o meu amor... e as minhas Coisas(em Si).

Lembrancinhas de uma data a ser celebrada por uma vida inteira, feitas com todo o meu amor, capricho e dedicação.
A vida segue com suas surpresas... vamos Vivê-la intensamente!

Desejo à todas(os) vocês um Feliz Natal...repleto de Amor e Luz,
e um 2012 de Prosperidade, Saúde e Alegrias!

Até o ano que vem!
bjs no coração.


Sinara.

9 de dezembro de 2011

"Tesouros da Infância"

Genten...
Final de ano, tanta coisa para fazer, para terminar, planejar.
E, nesta manhã de sábado, me permito parar para escrever sobre algo que me tira o fôlego: Livros de Patchwork.
Sinceramente... eles fazem meus olhos brilhar, meu coração palpitar e me enchem de sonhos e vontades costurísticas...
No ano passado, comprei um livro muito especial: Childhood Treasures, de Marikay Waldvogel.
Foi amor a primeira vista, desses da gente não querer largar o livro e levar para a cabeceira da cama. O detalhe é que o livro também me inspirou a estudar um pouquinho a cada leitura, decifrando e exercitando essa língua mui importante para quem se dedica a conhecer o patchwork do mundo, pois a maioria dos livros são escritos em inglês.

A pesquisa reúne peças da coleção de Mary Ghormley e mostra pequenos quilts produzidos por meninas para suas bonecas entre 1830 e 1950, um mais lindinho que o outro. Os trabalhos estiveram expostos no ano passado na Universidade de Nebraska, em Lincoln.

São verdadeiros Tesouros da Infãncia selecionadas, possivelmente a maior coleção privada de Quilts de bonecas no mundo, um número de mais de 300 mini quilts.
O livro revela detalhes dessas pequenas jóias, entre outras imagens que incluem camas de boneca antigas e fotos de meninas em suas casas com seus brinquedos e bonecas e que mostram padrões texteis do início do século 20, como nesse aqui:

Elas terminam o livro dizendo que "se você tem lembranças da sua época de infância, registre e guarde-as com carinho. Se tiver sorte de ter uma criança em sua vida, ensine-a costurar, para que faça uma colcha para suas bonecas". (eu fiz uma para a cama da minha afilhada, toda a mão, há alguns anos, lembram? Ela se exibe por aí dizendo que a Dinda dela lhe deu uma colcha costurada com mais de mil pontos! Que ainda embala so seus sonhos, agora de menina moça - vou procurar uma foto dela inteira e depois coloco aqui)
Não tem como não lembrar também das minhas costuras de infância... "paninhos" alinhavados que me inspiraram em tantos momentos na vida... costuras que se consolidaram em vontades e realizações, motivos especiais de quem ama as costuras.
A gente cresce... e a emoção continua. Realmente o livro abre o nosso olhar e o coração para estas pequenas (grandes) maravilhas.
E quais são os seus "tesouros de infância"? Conta aqui pra mim...vou gostar de saber.

27 de novembro de 2011

Viva...sempre!

Hoje tive o prazer de reencontrar uma espécie de flor que aparecia por todos os cantos na minha infância: as Sempre-vivas.





Nessa época do ano, saíamos "catar" florzinhas secas para inventar coisas...e enfeitar a brincadeira. Eram muitas as experiências: desde a coleta até mesmo o tingimento... (tínhamos que inventar...).









E nesse domingo ensolarado, ao passar por um loca baldio em uma rua da cidade, fui surpreendida por um terreno "minado" delas;










Nem parei para pensar... só pedi para o meu marido:
- Pára o carro que eu vou lá colher umas!









Ele nem me questionou (!), porque aprendeu a aceitar esses meus desejos estranhos, e, mais uma vez teve que presenciar " a louca" lá no meio do mato, colhendo Sempre vivas... essas lindinhas que já coloquei no vaso (mais conhecido como o "meu bule de chá") e que encheram de cor o meu domingo:




















Uma semana bem viva pra vocês!