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Oi!

BEM VINDA(O)!



Por aqui encontrarás algumas idéias e coisas me fizeram muito feliz nesses últimos tempos... e também simbolizaram diferentes momentos da minha vida...

Estás convidada(o) a conhecer a COISA... ler os meus escritos, entender como essa história começou... e saber que tudo por aqui foi feito artesanalmente e com muito amor...

9 de junho de 2013

Cá com os meus botões...

Vejam que imagem linda a "Mulher Botão"...
Sim, é óbevio que eu me vi neste Ser... foi identificação imediata. 
Se a encontrasse na rua diria que é a minha alma gêmea (risos)


The Button Lady at Ripley's Believe it or Not Museum in Copenhagen 
(a imagem estava publicada no Face  Stitchin N Bitchin):

Eu escreveria uma tese sobre essa obra... os botões da minha mente "pipocam" felizes. 
- - - - - - - - - - 
Viva a Vida e sua poética encontrada ao acaso. 

Abraços,
Si.  


21 de maio de 2013

O Sol sempre llumina.

A Luz do Sol ilumina as minhas mãos diante do teclado Azul de meu computador.
Este que "computa a dor" de - digitar, digitar, digitar... relatar,
e Não-costurar.
Penso nas minhas amigas, As Escolhas, essas que nos ensinam tanto (primas das Escolas), mas que em alguns momentos, parecem ficar tão orgulhosas e arrogantes em si mesmas que resolvem preencher TODOS os nossos espaços.

Elas - As Escolhas - correm na nossa frente apressadas, elas têm uma ânsia de Viver...
Saem gritando: - Sim, posso.   - Sim, eu vou.  - Sim...Sim..Sim. (Acho que pensaram um dia que dominariam o mundo...elas e o Cérebro, aquele do desenho animado ...).

Já ouvi dizerem uns NÃO de vez em quando, mas depois ficam ali, pensativas, recebendo a visita das Culpas.
Essas Culpas julgadoras e fofoqueiras  que aparecem apenas para dizer: - Viu, viu... nós te avisamos.  Viu...viu... - Viu só... tu aqui e a tua máquina de costura lá... tu aqui...e tuas idéias na gaveta...

E começa esse tal de Tu...tu...tu...tu...tu... : Sinal de ocupado - na minha Linha.
Eu preciso Des-Ocupar... Abrir espaço.
 "Discar".
Quero a minha linha mais livre...analógica - e se possível colocá-la na agulha e sair costurando de novo. !!!

Pela "décima milésima vez", dou-me conta de que as Escolhas sempre são Amigas e Bem vindas... mas ainda precisamos aprender a "fechar a porta" na cara das Culpas...  há momentos em que elas conseguem ser inconvenientes. Principalmente quando necessitamos criar... sem julgamentos, sem cobranças, sem a presença de culpa nenhuma.

Nossa imaginação é uma festa...(a minha pelo menos é, mas também "me salva" de vez em quando) como neste momento.

Toc...Toc...toc...

S - Quem Bate? 
TC - Sou eu, teu  Grande Amigo Tempo Costurístico! - - - - - - - - 
S - Vem cá e me dá um abraço!  Que saudades... entre, fique. Temos muito o que conversar. 
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 
Ps. a imagem eu vi no face do Stitchin N Bitchin

13 de março de 2013

Correnteza.

Não há tempo para muitas palavras...
E meus pensamentos invadem o espaço dos meus suspiros.
Minha linha tem vida própria. (ou  seria minha vida tem linha própria?)
Os tecidos que me compõem rasgam, desfiam no uso e des-uso cotidiano.
E, assim, de repente, se fortalecem recompondo os sonhos enfraquecidos.

Enquanto penso, repenso, desmancho e recomeço.
Ouço a voz do Destino (seria Deus?...), Esse que sempre assopra em meus ouvidos idéias que mantém a minha chama acesa...

Descobri a imagem em um click curioso de um domingo dividido em descanso, vida em família,  trabalho, amizade compartilhada... impossível não apresentá-la aqui:


A autoria da imagem... ainda descobrirei em detalhes... mas como já diria Mario Quintana, pra que nomes se era azul e voava? 

Sigo na correria insana da vida e seus deveres e afazeres... que mesmo na correnteza mais forte, não me impedem de sonhar.

Sinara.

ps. Não sei mais pra quem escrevo...será que alguém ainda me Lê? 
Quem sabe o silêncio por aqui seja sinal de que é hora de guardar as palavras - e os pensamentos - a sete chaves. Quem sabe... (alguns recados poderão ser interpretados como um sinal...para o atual Drama... Continuar com o blog, ou não: eis a questão!). 

4 de janeiro de 2013

Borboleteando no verão.

      Pensei em escrever sobre as costuras, sobre o saco de pequenos retalhos que acumulei nesses anos [e que me é Impossível pensar em descartá-los!], então, me resta "destrinchar o montante": separar, passar, recortar e ir planejando futuros projetos...
      Mas ao estar aqui entre os tecidos, meus pensamentos voaram até aquelas Borboletas que anunciaram 2013,  quando sentada na rede e com ventinho no rosto (sim, porque merecemos fériasss) deparei-me com um borboletear  que há tempos não presenciava - - - - - - -  
 - - - -- - - - - feito criança feliz e curiosa  fui lentamente me emaranhar em meio as flores e registrar esse momento único, que foi tão comum na minha infância: correr atrás de borboletas (e observá-las, analisá-las... colocar meus pensamentos para voar nas suas asas). 


No momento seguinte, apareceram outras, pretas com matizes do mesmo rosa das flores... composições da Mãe Natureza...

      E segui a semana esperando o encontro diário com estas Borboletas...que me fizeram meditar sobre a necessidade desses períodos de descanso,  onde nos desapegamos de tudo para viver o momento PRESENTE. 
      Estamos todas(os) nessa eterna transformação, imersos em nossos períodos de Lagarta, Casulo, Borboletas de Delicadas Asas...
- - - - - - - - -
Ali perto, também encontrei a borboleta "Bruxa" (eu pelo menos aprendi que essa era a classificação dessa espécie - rsrsrsr) que, ali, paradinha, camuflada, muito sábia na sua quietude,  ofereceu-me seus motivos para compreender e aceitar também os dias cinzentos e nublados da vida...  


      Ainda deu tempo de flagrar esta pequenina... se debatendo entre vidros da porta, mas que foi salva a tempo para o seu Vôo de Verão.


Pois é...pois é... tão bom borboletear um pouco... 
-  - - - - - - - - -
Então:
Desejo que o seu 2013 seja de muita Vida, Amor, Saúde, Prosperidade, Realizações.
Que tenhamos tempo para tudo aquilo que nos faz feliz. 
E que as borboletas da Vida tenham espaço garantido nos nossos jardins... 
... porque "borboletear, é preciso". 
Um abração pra vocês!!!!!
Si.



6 de dezembro de 2012

Recuperando o Fôlego.

Na mente (essa que às vezes nos mente) encontro tantos planos, tantas idéias, tantas cobranças.
No coração (esse que sempre nos conecta com as nossas verdades), tantos sentimentos, esperanças, suspirações...
- - - - - -
Sim.
aprendemos que a vida é feita de tantas partes...
Um dia somos Dois. No outro, somos Um, amanhã seremos Vaaários.
Assumimos formatos diversos: "quadradinhos,  triângulos, tirinhas, ou tecidos bem amplos"...
Aceitamos nosso emaranhado, de fios bem vivos:









E o recomeço das costuras da vida é necessário, pois, do contrário, enlouquecemos ( eu, por exemplo, intercalo meu tempo entre loucura e lucidez...e aprendi que talvez seja isso que mantenha a minha chama acesa...):
Integrar,  recompor o destino.
- - - - - -
Olhar ali adiante e ver o ir vir das "ondas"...
Oceano vivo de nós mesmos.
- - - - - -
Tchibum!
"Mergulhei"...
Nadarei de novo por um bom tempo até encontrar a minha onda.
Aquela que se ergue a partir do meu movimento...
Que nunca chega aos pingos, pedaços, retalhos,
Essa que vou vivendo  - Inteira.

8 de novembro de 2012

Fiando uma bela teia...


Então, eis que ando a pesquisar, ler, estudar processos têxteis, históricos e costurísticos... 
Suspiro a cada livro que encontro, e tem se tornado um dos meus passatempos preferidos o bisbilhotar a história, origens, artistas, evolução desses processos. 
Tudo isso me me torna ainda mais apaixonada pelas costuras e fundamenta de certa maneira a minha pesquisa seja de ordem teórica ou prática. 

Há o espaço das costuras, que se emaranham com as leituras, encontros, palavras, surpresas da Vida. 
- - - - - 
Aliás, deixo a dica do conto A Infinita Fiadeira, de um dos meus autores preferidos, o Mia Couto É lindo, lindo...como tudo o que ele escreve.
Esse é um texto que copio aqui... tentarei conversar pessoalmente com Mia Couto na Feira do Livro em Porto Alegre no próximo domingo (olha a minha petulância!... mas e daí? Eu vou, rsrsrsrs.). 
Leiam também essa lindeza:

A infinita fiadeira
 (A aranha ateia
diz ao aranho na teia:
o nosso amor
está por um fio!)
A aranha, aquela aranha, era tão única: não parava de fazer teias! Fazia-as de todos os tamanhos e formas. Havia, contudo, um senão: ela fazia-as, mas não lhes dava utilidade. O bicho repaginava o mundo. Contudo, sempre inacabava as suas obras. Ao fio e ao cabo, ela já amealhava uma porção de teias que só ganhavam senso no rebrilho das manhãs.
E dia e noite: dos seus palpos primavam obras, com belezas de cacimbo gotejando, rendas e rendilhados. Tudo sem fim nem finalidade. Todo o bom aracnídeo sabe que a teia cumpre as fatais funções: lençol de núpcias, armadilha de caçador. Todos sabem, menos a nossa aranhinha, em suas distraiçoeiras funções.
Para a mãe-aranha aquilo não passava de mau senso. Para quê tanto labor se depois não se dava a indevida aplicação? Mas a jovem aranhiça não fazia ouvidos. E alfaiatava, alfinetava, cegava os nós. Tecia e retecia o fio, entrelaçava e reentrelaçava mais e mais teia. Sem nunca fazer morada em nenhuma. Recusava a utilitária vocação da sua espécie.
- Não faço teias por instinto.
- Então, faz porquê?
- Faço por arte.
Benzia-se a mãe, rezava o pai. Mas nem com preces. A filha saiu pelo mundo em ofício de infinita teceloa. E em cantos e recantos deixava a sua marca, o engenho da sua seda. Os pais, após concertação, a mandaram chamar. A mãe:
- Minha filha, quando é que assentas as patas na parede?
E o pai:
- Já eu me vejo em palpos de mim...
Em choro múltiplo, a mãe limpou as lágrimas dos muitos olhos enquanto disse:
- Estamos recebendo queixas do aranhal.
- O que é que dizem, mãe?
- Dizem que isso só pode ser doença apanhada de outras criaturas.
Até que se decidiram: a jovem aranha tinha que ser reconduzida aos seus mandos genéticos. Aquele devaneio seria causado por falta de namorado. A moça seria até virgem, não tendo nunca digerido um machito. E organizaram um amoroso encontro.
- Vai ver que custa menos que engolir mosca - disse a mãe.
E aconteceu. Contudo, ao invés de devorar o singelo namorador, a aranha namorou e ficou enamorada. Os dois deram-se os apêndices e dançaram ao som de uma brisa que fazia vibrar a teia. Ou seria a teia que fabricava a brisa?
A aranhiça levou o namorado a visitar a sua colecção de teias, ele que escolhesse uma, ficaria prova de seu amor.
A família desiludida consultou o Deus dos bichos, para reclamar da fabricação daquele espécime.
Uma aranha assim, com mania de gente? Na sua alta teia, o Deus dos bichos quis saber o que poderia fazer. Pediram que ela transitasse para humana. E assim sucedeu: num golpe divino, a aranha foi convertida em pessoa. Quando ela, já transfigurada, se apresentou no mundo dos humanos logo lhe exigiram a imediata identificação. Quem era, o que fazia?
- Faço arte.
- Arte?
E os humanos se entreolharam, intrigados. Desconheciam o que fosse arte. Em que consistia? Até que um, mais-velho, se lembrou. Que houvera um tempo, em tempos de que já se perdera memória, em que alguns se ocupavam de tais improdutivos afazeres. Felizmente, isso tinha acabado, e os poucos que teimavam em criar esses pouco rentáveis produtos - chamados de obras de arte - tinham sido geneticamente transmutados em bichos. Não se lembrava bem em que bichos. Aranhas, ao que parece.

COUTO, Mia.  O Fio das Missangas. São Paulo: Companhia das letra, 2009. Pg. 73-75.


gostaram?
- - - - 
voltando...

Sigo costurando esses detalhes da vida com capricho e cuidado, da minha própria maneira...


A imagem acima eu vi Aqui....  
Que sirva de inspiração para todas nós neste final de semestre... com direito a um pouquinho mais de tempo para as costuras (nem que, para isso, seja necessário marcar na agenda)!

Si.

23 de outubro de 2012

Nossa! Já são 11 Horassss!!!!!


Tempo emaranhado,
entrelaçado, seria... enrolado? 

Se está, talvez tenha sido eu mesma quem deixou assim... inozado! 
Mas, 
pensando bem, nunca desejei uma vida de linha reta,
sem curvas, sem nós, sem fios, cor, entrelaçamentos (sem graça). 
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Tic...tac...tic...tac...tic...tac...
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tum.tum...TUM TUM ..tum..tum...

O que bate no centro do meu emaranhado de  fios não é um relógio... é um coração bem vivo, pulsante, REAL e está bem longe de ficar parado (graças a Deus!). 
Então... me dou conta de que esse coração também é emaranhado de vida, corpo, veias...vias sanguíneas que, apesar da aparência enrolada....estão no mais viçoso fluxo ... "bombando" vida!

Meus pensamentos me fizeram desistir de descomplicar esse dia...
Que ele siga no seu tempo, 
na sua turbulência ou leveza, com seus fios coloridos e emaranhados... 
esses mesmo que compõem essa minha terça de muitas veias, opa, vias. 




A obra acima é um registro do meu olhar de uma obra da artista Sheila Hicks, trabalho lindo que tive a oportunidade de conhecer na Bienal de Arte São Paulo desse ano, que aliás, está beem legal para quem gosta de pensar sobre Arte, sobre fios, tessituras, bordados, costuras...poéticas da vida vivida. 
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Boa semana proceis! 
Sinara.